terça-feira, 8 de novembro de 2016

Apresentação do espetáculo Ubu Rei no Teatro da UFSC

Apresentação do espetáculo Ubu Rei no Teatro da UFSC: Nos dias 11, 12 e 13 de novembro, o Teatro da UFSC será palco do espetáculo ?Ubu Rei?, com direção de Carmen Fossari e elenco formado por alunos da Oficina Permanente de Teatro do Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC.

terça-feira, 1 de novembro de 2016





Novembro
Carmen Fossari

Novembramar

Novembrais
Antes do último mês
Do ano 16,
Quando o ódio forjou
Da escuridão o dia
Em noite interminável sem democracia
E inescrepulosos como bando de
Hienas
Eles com capuzes de sonoras panelas burguesas
gargalharam seu acordo espúrio-
Ter em mãos -o que as urnas não lhes concedeu
-o poder que emana do povo.
E feito algozes seus tentáculos de polvo
Teceram este longo tempo medieval
Que se esparramou na teocracia
E fez até da cidade maravilhosa
O cenário de um triste samba enrêdo
Onde os dízimos universais
em perplexidade se legitimaram
Para eles na ilha brasílica
os corjários astutos- de navios
navegantes à paraísos fiscais.
O estado serve para o que lhes convém
Sonegar impostos- educação para
Quem?
Não precisam de cidadãos livres
(mão de obra barata é o quanto lhes basta)
Encurtar das massas o que
aos pobres a lei
Se lhes assegurava,
Mesmo que ainda tão pouco
A maior concentração de renda em um país
Habita esta pátria , mas os astutos querem mais
Sangrar o aquífero Guarani
Entregar o Pré Sal.
Diminuir tudo que pode dar um mínimo de alento ao povo
Novembro, antes do último mês do ano 16.
Sim vivemos olimpíadas, paralimpíadas
E vivemos momentos de nos unirmos em praças públicas
Vigílias democráticas
Ah, mas temos esperança
Os estudantes ocupam
Seus sonhos -escolas livres
...então que venha dezembro... Em alvorada de
Novos sonhos coletivos
A luta recomeça!!!!!



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Amor , avesso do verso

Amor , avesso do verso

Carmen Lúcia Fossari


Amo o que do amor a poesia ri
A lama
(Pouca)
Que da chuva
Respinga a poça

lançada na estrada
O quase tombo evitado
No equilíbrio do segundo
Que antecede a queda

O gole do café quente adoçado em
Equívoca flor de sal
-A estrela não vista pela nuvem travessa
Atravessando da visão a ausência dela

O ladrar assustador do cão
que surpreende e surge
Miúdo ,como se ao vê--lo
pressentíssemos
Miagens,
Não imagens,
Imagéticos miados!

Amo do amor
O caminho que ainda inexiste
E o que me desconstrói
Das amalgamadas certezas

Amo ,amo amo
Que o amor
Surpreende
Reinventa a mirada
E no frescor do descobrimento
Instaura a maior dádiva a
Dúvida!

Amo o frio na espinha dorsal
De tudo que desconcerta
E provoca o inusitado
Ah !! o amor é tão musical
não na escala , repetições
Permanência
Mas no silêncio
A pausa , o entremeio
Compõem sonoridades


Um jazz
Talvez ...

Um Mendelssohn tomado de encantamento
E suavidade
Se executado ,
brincando de ser drástico
Mesmo sem nunca deixar de...

Beirar a orla da suavidade.

Sim!O amor pode ser
Um improviso,
Um sorriso!
O amor de beijos e vinho
De afagos
Fogueira e água


Ao quadrante da alegria
o menino que te habita,
Águas circulares !
No hemisfério dos afetos
eis o homem.
Ao leste das
palavras
O amor
É ,
Também , um

Alvorecer.











domingo, 19 de abril de 2015