sexta-feira, 3 de abril de 2009

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974

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REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974


Pareceria mais lógico ilustrar com cravos vermelhos, mas a rosa chegou aos olhos do coração com antecedencia e posto-a em lembrança a ROSA DE LUXEMBURGO e a todas as mulheres com sonhos socialistas, e a todos os homens que respiram o mesmo sonho. cf.


REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974

carmen l. fossari

SOMOS FLORES
SOMOS CRAVOS
SOMOS SANGUE DE NÃO MAIS
FOMOS ARMA
ARMADURAS
DITADURA
ATANDO AIS
MATANDO SONHOS
ABDUZINDO NA ALMA LUSA
O ORGULHO QUINHENTISTA
DOS DESBRAVIOS
AOS MARES TANTOS
HUMILHADOS HUMILHAMOS
E FINCAMOS SALAZARES
AO SEIO DA TERRA LIVRE
AOS DESCALÇOS PÉS DO CAMPO
PISAMOS DE BOTINAS
E PÓLVORA
POR MUITO TEMPO SENHORES,
POR MUITO TEMPO

" Quem vive?
- Portugal, Portugal, Portugal!
- Quem manda?
- Salazar, Salazar, Salazar! "


DEFENDEMOS O INDEFENSÁVEL
COM MEDO A CHAFURDAR
FORAM MÃES CHORANDO TANTO
SILENCIADOS FADOS OUTROS
NO CAMPO O ARADO
INSPIRAVA AS CERCAS DE FARPADO ARAME
QUE A VONTADE UNA SE IMPUNHA
BAIONETAS SEGURÁVAMOS AO ANTEPARO
DE SUA SEDE DE MANDO
MADATÁRIO
DONATÁRIO
OS RIOS ESCONDERAM
CHOROS, O PASSO RETIDO
O SORRISO QUE NÃO NASCEU
QUE O SOL PENSÁVAMOS DETER.
MAS A VONTADE UNA
DOS CAMPOS, CIDADES
E VILAS TEMPLÁRIAS
FORJOU NOSSAS ARMAS
NÃO MAIS!

CRAVOS
VERMELHOS CRAVOS PLANTAMOS
NAS PONTAS DAS BAIONETAS
A MULTIDÃO ACERCOU-NOS
A TERNURA BANHOU O TEJO
NAS RUAS CORRIA O VERMELHO
DE SANGUE NÃO MAIS
O DAS FLORES QUE O TEMPO ADVINDO
A LIBERDADE COLHEMOS
AOS 25 DIAS DO MÊS DE ABRIL
A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

QUE OPRESSÃO NÃO MAIS VESTIMOS
ALÉM DAS FARDAS IMPOSTAS
OS LIMIARES ARMADOS:
NUNCA AO POVO APONTAR!

EIS A LIÇÃO QUE APREENDEMOS
EM LIBERTAR NOSSOS MEDOS.

















este poema encontrei-o numa comunidde de poesias e lembrei que o havia postado tb em Armazém,quiz postar em TATUAGEM, pois o tema ainda que muito localizado é sempre atual, na etena luta pelas liberdades absolutas,
carmen





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