segunda-feira, 10 de março de 2008

ROMÃ

ROMÃ
Carmen L. Fossari

A tez,levemente tesa,
as mãos abrindo o fruto maturado, da romã .
Todas as sementes, sementeiras idéias.

A romã, agora liquefeita, brincava com suas sílabas,
na boca do poeta, desgustando o maduro fruto.

Salivou antes de engolir ,
o formato novo das letras
do fruto em suas mãos a descrever,
a romã, fruta perdeu a forma,
a fôrma de frutácea
que era em se gostar
e galgou ao vento,
de todos os espaços.

As letras pinçadas do bisturi do poeta
Ao vento ele mesmo leu sua aventura literária
Alí na palma do coração
a nova palavra nascida da romã: AMOR.
Só decidiu , nem por isto ir á Roma,
desejou talvez,
a fonte dos desejos.
Mas isto já é outro versículo.

-
poema matreiro, nascido de um comentário em poema de João Marques Jacinto sobre o fazer poético. CF

Nenhum comentário: