sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

ANDAR DO OLHAR



ANDAR DO OLHAR

Carmen L. Fossari
De cerrados olhos, vejo entranhas,
navego rios abertos
fixo aos eixos das imagens
e elejo as que
supostamente referendam
meu estar
talvez em equivocada visão,
eu penso aquela sou.
As imagens que não toquei ,
não parei de olhar em fixo
sem descobrir o inimaginável
são películas,são membranas
são cortinas que vedam
Velam
o que não revelar ouso.

Pouso de ver ,
quem estou a pensar ser
E advogo favoravelmente
todas as reminiscências
na prancheta em perspectiva,
onde rascunho meu andar.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

( टी) एउ ALBÚM


T(EU) ALBÚM

carmen d.aranda fossari
ME FIZ RETRÁTIL
RETALHO DO MOMENTO
QUE NÃO COSTUREI
DE ALCANÇAR PRESENCIAR
E UNTADA DE CORES
REVELADAS ADENTREI
NO MÁGICO MUNDO DOS RETRATOS
ALÍ VI SOMBRAS DE UM PALCO
QUE DESEJEI VER
DA PLATÉIA UNIDA
EM ENCANTAMENTO
AS FOTOGRAFIAS
REVELADAS
ALGUMAS, NOS REVELAM
REFRATAIS SERES
QUE SOMOS AOS PEDAÇOS.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

MEDÍOCRES



Medíocres

Carmen L.Fossari

Aos tostões que tilintam
O olhar da usura
A capa da bondade
Tem rasgos e as feridas
Apodrecem
Inundada de pasmaceira
A olharem-se sem cessar
Nos espelhos que se lhe são tantos

As mulheres de pensamento curto
Da classe média em ascensão
De mais tilintares a obter
Admoestam a vida pelo umbigo
Aos fakes produtos
Do consumo exacerbado
São espectros
Perfumadas de nulidade
De vida frívola
Sem alam que as apiedem
São como inoportunas formigas
A carregarem casas adentro
O que nas costas do consumo
Se lhe cabem

Tenho medo da frivolidade
Sob mantos de benignos seres
Tão vazias as vidas
em nada combinam
Com o tanto que se lhes agregam
Na vã tentativa de se preencherem
Ao vendaval do consumo
Sabiamente orquestrando
Mesquinhez que entorpece
Qualquer tratativa de saberem
De si, dos outros
Ou das essências que nunca
Alcançam-lhe.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

É(S)

<strong>


É(S)

carmen d.aranda fossari


A febre de meu corpo
É dor

A alegria do carnaval
É ontem

O não verso para ti nascido
É ausência

O sol apagado
É hoje

Tecer de palavras
Reencontrar eu
Na epiderme tua
É sempre