quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Intuição








INTUIÇÃO


Carmen Fossari



Da cidade  que sou
Ruas e  atalhos
São mapas
São cartas
Trançadas
Percorro os passos
Dia a dia  do trajeto
 De bússolas da razão
Que  em parte apraz,
Mas se repartem de estilhaços
Que oclusam a lua nova.

 Na  cidade que estou
Uma rebelião
Indormida também
É habitante citadina.

Outros ventos  vitrificam
O olhar , que  carrega o mar
De olhar  no olhar.
Me assoma
Outro compasso
Regido por uma
Sonata do que não sei.

Amanhecer em
pressentimentos
Do saber sem ver
Do sentir sem tocar
Um vento sul embaralha 
Todas as conhecidas cartas da razão
E no verso da  intuição
A cidade  de  estar
Seduz 
Imagética , renovada
Povoada d. eus
Não ditos
Evocados  da oculta face
pressentida
De saber-te.

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