domingo, 1 de abril de 2012

O AMOR

O AMOR

Carmen Fossari

Desconcerta o amor os labirintos que caminho,

Inutilmente tateio chãos e os pés retornam ,
Não há caminhos outros.

Escuridões e claros veios de meu ser.
Apenas a palavra cria ramas
me enleio nelas,
E vejo saltar de dentro de meu peito

Uma pequena ave que se afasta,
Lentamente.

Espreito a palavra abstrata
O sabor do querer é o que permanece.
O fogo que me queima é o mesmo
que me salva,
me anula.

Despir a noite, a lua nua
Vestir na aurora as asas de Phoenix
(que me empresta)
As cinzas ainda fumegam...

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