sexta-feira, 30 de março de 2012

MANHÃ MORNA

MANHÃ MORNA



Carmenfossari























Esta janela faz-se,
De moldura
Que sustenta
Este azul talqual uma parede
Transparente
E traz em si ,
Abaixo
Deste céu, sob a janela,
E acima
Dos meus olhos
Meia cidade em metade
E do quarto vejo um quarto
Desta urbana arquitetura
Árvores ? Foram queimadas.
E cimentos carvões
Se empilham e fecham
Minha janela por janelas
Que vão surgindo
Em cada manhã
Velha ou nova
Luas ? O mar ?
Solapam pedaços da visão
As contruções,
E minhas tão mornas e tantas
Manhãs são todas idas,
Partidas
Por cinzas.
Acima
de meus olhos
Só esta tênue cor
Tão forte
Não fugiu o azul
E se enche de outras nuvens ( estou espiando )
Formam as almas em copas
Das árvores cortadas

(FOTO IMAGEM CAPTADA DA INTERNET , SEM INDICAÇÃO AUTORAL)

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