quinta-feira, 29 de novembro de 2012



LUANTE





Luante


carmen lúcia fossari








I

Espanto!
Improvável som
desafinado ( talvez)
A breve eternidade recolhe
Gota a gota as lunares imagens

Dissonantes os sons
Reverberam os cinco sentidos
Único verso, duplo reverso

II

A lua cheia , invade o jardim suspenso
A areia em dunas
O mar que te habita
A ilha sussurra mistérios
Morro de verdes , encostas do mar
Prata lagoa de águas dançantes
Ilha de aquarelais vultos
Caminhantes seres
Nos livros do imaginário.
Binário compasso
Barco de lua
Pontos do olhar
Luante a ilha adormece
Só tu permaneces!

.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Intuição








INTUIÇÃO


Carmen Fossari



Da cidade  que sou
Ruas e  atalhos
São mapas
São cartas
Trançadas
Percorro os passos
Dia a dia  do trajeto
 De bússolas da razão
Que  em parte apraz,
Mas se repartem de estilhaços
Que oclusam a lua nova.

 Na  cidade que estou
Uma rebelião
Indormida também
É habitante citadina.

Outros ventos  vitrificam
O olhar , que  carrega o mar
De olhar  no olhar.
Me assoma
Outro compasso
Regido por uma
Sonata do que não sei.

Amanhecer em
pressentimentos
Do saber sem ver
Do sentir sem tocar
Um vento sul embaralha 
Todas as conhecidas cartas da razão
E no verso da  intuição
A cidade  de  estar
Seduz 
Imagética , renovada
Povoada d. eus
Não ditos
Evocados  da oculta face
pressentida
De saber-te.








BRANCOS

BRANCOS
Carmen Fossari   12/7/2012

As vezes o inverno se veste de branco,
Árvores, cordilheiras,texturas que indicam
 Que a Constelação da Ursa Maior
Deitou-se ao lado do Oriente.

Do lado acima do Equador
Um urso polar branco se confunde com as geleiras.
Há um infinito de beleza fria e monocromática.
Brancos são os enleios que tu retratas
 Da paisagem que habitas em passagem
 Enquanto a terra segue seu volteio pelo sol

domingo, 5 de agosto de 2012

LUA , PALAVRA NUA

Lançamento Lua, Palavra Nua -DIA 10 BIENAL












O livro de poesias Lua, Palavra Nua de Carmen Fossari será lançado no dia 10 de Agosto às 17 horas
na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Editado pela Delicatta, 110p. conta com o prefácio do dramaturgo, músico e historiador Romário José Borelli.

Com sólida carreira na área teatral e dramatúrgica a poesia de Carmen Fossari impressa é recém, em 2011 lançou seu primeiro livro de poesias: Heresia.

Através da Internet desde 2007 seus poemas foram publicados no México, Argentina, Chile, Portugal, França, Bolívia e Espanha.

A poesia seguiu adjunta a atividade do ofício do teatro seu trabalho primeiro.

Dirigiu, produziu e algumas vezes atuou como atriz em mais de 70 espetáculos, levando seu teatro junto ao Grupo Pesquisa Teatro Novo, DAC/UFSC por quase todo o Brasil e ainda: Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Porto Rico, México e Açores, Portugal.

Romário Borelli no Prefácio diz: “O palco e a poesia a contaminaram num tempo em profundas revelações sobre o ser humano Brecht, Boal, Guarnieri, Lindolf Bell, Claudel “.

O dramaturgo Fernando Arrabal, publicou em seu Blog na França,o poema que a poetisa lhe dedicou,trazendo nos versos livres, aspectos importantes da obra do dramaturgo.O poeta Rubens Jardim da totemica CATEQUESE POÉTICA, publicou em seu Site poemas de Carmen,incluindo-a em sua pesquisa :
As Mulheres Poetas na Literatura Brasileira.

Na Espanha o Portal Ibero Americano/ATEI, tem publicdo os poemas de Carmen Fossari, sua obra literária consta no Dicionário de Escritores de Santa Catarina (FCC),Dicionário das Escritoras Brasileiras de Nelly Novaes Coelho (SP) e do Catálogo Brasileiro de Dramaturgia de Maria Helena Kuhner ( RJ).

Romário Borelli, diz ainda sobre a linha temática do livro Lua, Palavra Nua: imagens atrevidas da América Latina, por onde ela tanto viajou, sem receio
de compormeter-se pisando descalça a América de Neruda , de Guevara de Evo,
amparando seus sonhos, de mãos dadas com aqueles que buscam justiça num
território onde tanta injustiça se praticou. ...

Como se não bastasse esse olhar vigilante de sentinela latina,Carmen
envia cartas para as Ruas da Solidão, onde moram todos os poetas sem encontrar-se. Em Lua Palavra Nua. Ela reverencia Lorca, saúda Camões e sendo uma alma do teatro aproxima-se do Olimpo, do mundo mitológico,da Grécia , e dialoga com os deuses e os nomeia com a intimidade de quem esteve com eles no café da manhã.

O ator Bruno Leite e as atrizes, Mariana Lapolli e Ivana Fossari irão ocupar o palco inserido no espaço da Editora para lerem poemas de Lua, Palavra Nua .

A coordenação do lançamento é de Luiza Moreira. editora da Delicatta.


SERVIÇO:

Lançamento de Livro : Lua , Palavra Nua

Autora: Carmen Fossari

Editora: DELICATTA..

Dia:10 de Agosto (sexta feira) as 17 horas

Onde : 22ª Bienal do Internacional do Livro de São Paulo

Local : Estande R78 esquina com Rua J

Pavilhão de Exposição do Anhembi
Avenida Olavo Fontoura, 1209 Santana São Paulo/SP


Como uma constelação de estrelas
A música tocou indelével todos os tempos onde habito
Templária de fractais eus,
Ecoo de ti uma sonata outonal.


Contato com a autora: carmenfossari@yahoo.com.br

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Brancos

BRANCOS
Carmen Fossari 12/7/2012

As vezes o inverno se veste de branco,
Árvores, cordilheiras,texturas que indicam
Que a Constelação da Ursa Maior
Deitou-se ao lado do Oriente.

Do lado acima do Equador
Um urso polar branco se confunde com as geleiras.
Há um infinito de beleza fria e monocromática.
Brancos são os enleios que tu retratas
Da paisagem que habitas em passagem
Enquanto a terra segue seu volteio pelo sol

quarta-feira, 27 de junho de 2012

SONATA

SONATA
Carmen Fossari

Sintonia de frios
O chão de terra plana
Reverbera na clave de sol
Sons enleados de luas e sóis.
Escuto desde a distância
O invêrno caminhar
Pé ante pé para depois do amanhecer
Esta noite apenas a lua vermelha é sonata
E nada mais.



.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Mirada verde
Carmen Fossari

Tus ojos verdes
La mirada que extraño
Encantamiento donde mi pensamiento
Se detiene bajo la luna llena,
a la orilla del mar.
Desde la esquina del mundo
mientras caminas en la calle
... con pasos de sonidos y silencios
de mistérios .
Me encanta
Pero lo que veo
Desde ellos
Estos ojos tan verdes, tan tuyos
Son luceros ,que en La muchedumbre
Reconosco
Como una sonrisa
Una llave que sigue en todas las puertas cerradas
Y ,ya clave de Sol, hace musica desde todos
los misterios
donde estoy y
habito
Y habito , cerca tuyo
Dentro de tu mirada
Verde.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

DO SOL, DE VERDE.

DO SOL, DE VERDE.

Carmen Fossari

Olho a varanda
Inda que tímidos os
Raios d sol
Brincam de tocar aos vasos
Neles as plantas brincam de florescer
Um vermelho nas pétalas
Ao lado lilases e não mais cores
O inverno é para sermos como ursos
Pensam as flores.
E acabam sendo dadivosas
Deixam-nos os verdes
Aquarelando os concretos frios
Sobrepostas casas penduradas ao céu
Por fios de aço
Com janelas que esqueceram de olhar
As luas, todas as fases.

A rua escancara luminosidade
E o coração acelera por que
Agora dadivoso o sol abraça todo o corpo
E esquenta a saudade nascida
E faz a alma dançar
E no breve segundo
Transforma ao redor o concreto
Em árvores belas
Florestas
E já somos multidão

Escutando o canto
Entoadas loas
De almas e mistérios
De amor correndo
Da vida em milagre escorrendo
Aos veios do sangue verde
Auscultado o espírito de todas as árvores
Que habitam no silencio do mistério.

II

E agora é o centro do mundo
Na imagem de um pequeno raio de sol
Que transpassou na cidade
Varou a selva de concreto
E trouxe a infinda saudade
Da alma inteira da floresta dos verdes
Devastados verdes findos
Incógnita do amanhã


III

Ninguém conseguirá desvendar
Amanhã será o que há de ser
Seiva das árvores na multidão
Que habitam o mistério da vida
Pouco importa o amanhã
Hoje o sol aquece o verde
Rebrilham as gotas d, água.
Ainda haverá madrugada
Todos estes vultos concretos
Vagueiam ao sono
De sonolentas pessoas

A noite recorta vultos geométricos
Escondem a lua, mas abrigam tantos ninhos
A floresta de concreto zune os ventos
Que as almas das árvores querem voltar.


IV
Lorca já o tinha dito:
Verde que te quero Verde.


.

terça-feira, 3 de abril de 2012

AMOR E PÍNTURA







AMOR E PINTURA

Carmenluciafossari


Um dia, com uma paleta
Nas mãos,
A olhar as porções de tinta a óleo
O pincel já mergulhado em terebintina
Na minha frente uma tela
Esticada na madeira ao quadro
O branco da tela e
Um convite imediato.
Deixasse-me em dança e movimentos
As cores para comporem
Um quadro

Queria meu eu um quadro amoroso
Que me dissesse do amor.
Pousou o pincel no tom cor de rosa
Olhei da janela do ateliê,
Que entrara por empréstimo e dádiva
Do pintor que manejava as tintas
E também ao amor com raridade.

E, entre os vidros da janela frontal, avistei as roseiras,
Também por minhas mãos não plantadas.
E afloradas de belezas as rosas vermelhas
Brilharam meu ser de emoção.

E das minhas mãos outra cor
Já no quadro a cor ,rosa apagou-se
E o vermelho dançou sobre a tela
Vibrou como vibra o amor
Em seu leito de beijos e almas
Corpos e estrelas.

E já a olhar o quadro acreditei
Estou a pintar o amor.
Mas, o espinho, que as rosas têm,
Mesmo quando olhadas, podem ferir a sangrar.

E o sangue na tela pintada
Dançava em vermelho com a mesma tinta do amor.
Dançaram então em meu quadro o amor e a dor
Ambos em êxtase e encontro.

Mas meu amor precisava de tela pintada de amor
E, sair, nadar, meu amor em quadro pintado queria,
Ao mar, o azul e amar.
Ao rio da distância e outra margem chegar.

E ao quadro chegou o azul, infinito.
Trouxe o verde, deixei-o em tinta
Esticada como se o prado ali no olhar complacente
Em perspectiva encontrasse a linha do horizonte.
Na pequena tela pintada
Salpiquei dois vultos, em um.

Detalhei corpos, os corpos que se
Hundiam nas tintas, e o vermelho a girar.
No meu quadro de amor, que pensei.

Pintei de verde, que o amor há de ser como
O campo, onde jorram flores mimosas.
E, deslizam em galopes os amantes
Que o vento, o tempo, tudo é pouco no amor
Que se cumpre.

E de meu quadro olhei ao céu em traço azul de tinta.
Deixei-o, como uma promessa.
Ali chegariam as mais belas estrelas
Quando o sol se deitar nos corpos que se encontram na madrugada,
E o amor é luz, e a lua caminha na ponta dos pés,
Só pra proteger a magia que o amor é mágico.

O azul, no mesmo tom do céu.
Pintei na base do quadro,
Ali, no traço, trouxe as águas dos rios.
E quis a mesma margem virar
Leito do rio, ao leito do amor,
Que o quero pintar em meu quadro

E das tintas ali a pintar, uma cor, de ausência de cor,
Vem pincelada pela vida, trazer um toque triste.
No quadro que apenas quero-o amoroso,
Esta nuvem ameaça, fica a pairar, mas a pinto,
Num canto do quadro.
E, deixo-a sob as vistas
Que há que se estar atenta, para que o amor
Não se evapore no vento
Não ultrapasse o campo de verdes do ser cada qual uno
Que as águas não afoguem o amor de tanto amor
Logo retorno ao ponto cor de rosa, tão pequeno, onde iniciei meu quadro e já o amplio...
Pois sem a ternura do amor meu quadro não se completa em cores.
O lilás contorna e trago-o a mesclar-se ao vermelho
Que o corpo namora alma no seu duplo amoroso
E termino de pintar o quadro.
Guardo a paleta da vida, as vistas de meu coração,
Para que possa dia a dia, aquarelar os meus sonhos.

domingo, 1 de abril de 2012

O AMOR

O AMOR

Carmen Fossari

Desconcerta o amor os labirintos que caminho,

Inutilmente tateio chãos e os pés retornam ,
Não há caminhos outros.

Escuridões e claros veios de meu ser.
Apenas a palavra cria ramas
me enleio nelas,
E vejo saltar de dentro de meu peito

Uma pequena ave que se afasta,
Lentamente.

Espreito a palavra abstrata
O sabor do querer é o que permanece.
O fogo que me queima é o mesmo
que me salva,
me anula.

Despir a noite, a lua nua
Vestir na aurora as asas de Phoenix
(que me empresta)
As cinzas ainda fumegam...

sexta-feira, 30 de março de 2012

MANHÃ MORNA

MANHÃ MORNA



Carmenfossari























Esta janela faz-se,
De moldura
Que sustenta
Este azul talqual uma parede
Transparente
E traz em si ,
Abaixo
Deste céu, sob a janela,
E acima
Dos meus olhos
Meia cidade em metade
E do quarto vejo um quarto
Desta urbana arquitetura
Árvores ? Foram queimadas.
E cimentos carvões
Se empilham e fecham
Minha janela por janelas
Que vão surgindo
Em cada manhã
Velha ou nova
Luas ? O mar ?
Solapam pedaços da visão
As contruções,
E minhas tão mornas e tantas
Manhãs são todas idas,
Partidas
Por cinzas.
Acima
de meus olhos
Só esta tênue cor
Tão forte
Não fugiu o azul
E se enche de outras nuvens ( estou espiando )
Formam as almas em copas
Das árvores cortadas

(FOTO IMAGEM CAPTADA DA INTERNET , SEM INDICAÇÃO AUTORAL)

segunda-feira, 26 de março de 2012

TRAVELLING

TRAVELLING

Carmen Fossari

Minha vida em viagem etiquetada
Sob a mala que transporta
Mundo afora
Tantos mundos
De meu ser
Que já nem sei
Quando minhas mãos de
Espanto e surpresa
Retiram da bagagem
Mala aberta
Outros livros de poesias já nascidas

A bagagem de poemas já bem sei
Estão antes de ser e inda depois
Seguirão em viagem sem retorno
E noutras mãos e destinos seguirá
A mala com outras etiquetas de destino

Em deslocamento segue, um pouco de ausência,
Outro tanto de presença
Mais ainda de presente em futuro almejando
A rota da viagem vislumbrar

E, da poesia que emerge mala aberta
Um doce ar perfuma
As palavras e nelas,
Embrulhadas em fina lamina
Roça ao sangue em gotas minha pele
Não sangra de meu ser mais que a sensação
De ver pouco a pouco a vida
A esvair-se.
Detenho de aspirar doce perfume, do amor
Que muda todas as rotas
E faz eterna a nossa tão pequena rota
Debaixo da mala etiquetada
Que ora segue em seu destino de encontro.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

asluasdegalileugalilei: PRESENTACIONES EM CHILE

asluasdegalileugalilei: PRESENTACIONES EM CHILE: O GRUPO PESQUISA TEATRO NOVO ESTARÁ EM JANEIRO EM SANTIAGO ONDE FARÁ DUAS APRESENTAÇÕES DE AS LUAS DE GALILEU GALILEI ( www.asluasdegalile...

asluasdegalileugalilei: PRESENTACIONES EM CHILE

asluasdegalileugalilei: PRESENTACIONES EM CHILE: O GRUPO PESQUISA TEATRO NOVO ESTARÁ EM JANEIRO EM SANTIAGO ONDE FARÁ DUAS APRESENTAÇÕES DE AS LUAS DE GALILEU GALILEI ( www.asluasdegalile...