sábado, 3 de dezembro de 2011

DISCURSO DE POSSE ACLA 2/12/2011

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AGUINALDO SILVA, ANTONIO CUNHA, SULANGER BAVARESCO E CARMEN FOSSARI








POSSE NA ACADEMIA CATARINENSE DE LETRAS E ARTES ACLA PROFERIDO POR CARMEN FOSSARI

DISCURSO ACLA
CARMEN LUCIA FOSSARI 2 dezembro 2011







Navegamos Senhores,
No mar de todos os sonhos Senhoras
Oceanos bravios indomitos transformados em campos de Batalhas.
Don Quixote pendurou-se na última estrela da Via Lactea.

O murmúrio das estrelas
Movimenta pequenos silêncios de nossas ocultas dores.

Olhamos ao céu do nosso destino segurando um improvável leme
E ele nos remete a inesperados portos.


Os grilhões que prenderam Prometeu Acorrentado no monte Citerón, são multiplicados em tudo aquilo que torna o Homem presa de sua própria espécie, porém irmanadoss no ofício da Arte, descobrimos junto ao segredo de Prometeu Acorrentado que o fogo que forja a humanidade não queima vísceras, mas provoca o ato da criação!

Texturizamos em Arte esta indomável e fantástica aventura que é Viver.
A humanidade repartiu-se em culturas tantas e embora tenhamos fronteiras entre os países o único país do mundo sem fronteiras e que abriga a todos os habitantes do Planeta Azul, é aquele sabiamente narrado em verso e prosa por William Shakespeare: o da Emoção.


Presos ao cordão umbilical da terra mãe navegamos.
O navio atravessa o oceano geográfico das sensações humanas, e ainda que todos os portos de partida e chegada nos indiquem a transitoriedade de nossa viagem, não desistimos.
Entre mundos concretos e abstratos tatuamos nossos eus, as personagens do Teatro apenas são mimeses do real, reinventadas para darem vazão aos sonhos e tornarem o tempo face à vida eufemicamente ocluso...
Esta transitoriedade ao produzirmos ou absorvermos o ato criativo estanca a ferocidade do contínuo movimento do universo e repetindo-o paradoxalmente faz-nos aportar num porto seguro, ancorados do mar a terra em instante pleno de humanidades.


Disse Lope de Veja que a vida é sonho, nada mais... esta sessão , face ao convite realizado pelos presidente da ACLA Professor e escritor Weslley Collyer é um belo sonho, que nos provoca atuar ainda mais,em pról das artes e em especial do Teatro em Santa Catarina.

Em nome de meus queridos amigos e, novos colegas Antonio Cunha, Aguinaldo José de Souza Filho e Sulanger Bavaresco, agradecemos a porta que abrem da Academia para que sentemos aos vossos lados e assim possamos vilumbrar a paisagem da arte em Santa Catarina, sob a ótica dos objetivos que norteiam a ACLA.

Nosso ingresso nesta Academia Catarinende de Letras e Artes sinaliza que vocês caros escritores, artistas plásticos, poetas, e teatrólogos compreendem a construção de nossas linguagens a forma e a maneira como nos realcionamos com o mundo neste caso o mundo de dentro e fora dos palcos.
Esperamos compartir momentos capazes de multipliarem alguns pequenos feitos, mas que somam ao caudaloso rio que desagua no mar absoluto dos quiças utópicos sonhos humanos.

Evoco a memória dos Patronos e em especial ao saudoso amigo Isnard Azevedo.

Parabenizamos os grandes artistas catarinenses homenageados.

Saudamos aos nossos convidados que aqui presentes sinalizam abraçar esta caminhada com arte pela Paz.


E finalizo afetuosamente agradecendo nossos padrinhos e madrinhas desta memorável noite Joacir Bavaresco padrinho de Sulanger Bavaresco, Cid Mosimann padrinho de Aguinaldo Filho, Míriam Wollinger da Cunha madrinha de Antonio Cunha e Leandro Fossari Iwersen padrinho desta oradora.

Obrigada
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

ACLA



O escritor e professor Wesley Collyer,presidira a última sessão Solene da ACLA de 2011.A


Academia Catarinense de Letras e Artes (ACLA), entidade que congrega escritores, poetas, músicos, artistas plásticos e das artes cênicas do Estado de Santa Catarina, convida para a sessão solene de entrega dos prêmios às Personalidades do Ano nos campos literário, artístico e musical. Receberá o prêmio “Paschoal Apóstolo Pítsica” o escritor Luiz Carlos Amorim; o prêmio “Victor Meirelles” caberá ao artista plástico Rodrigo de Haro; o prêmio “Edino Krieger” foi concedido ao pianista, compositor e arranjador Luiz Gustavo Zago e o prêmio Acla – Conjunto da Obra coube, in memoriam, ao escritor Lauro Junkes, ex-presidente da Academia Catarinense de Letras, falecido em 2010.

A solenidade de premiação será no dia 2 de dezembro, no auditório do Tribunal de Contas do Estado e na ocasião, tomarão posse quatro novos acadêmicos, todos da área de artes cênicas: Aguinaldo Filho (cadeira nº 32 - Patrono Juvenal Melchíades de Souza), Antonio Cunha (cadeira nº 27 - Patrono Adolfo Melo), Carmen Fossari (cadeira nº 31 - Patrono Isnard Azevedo) e Sulanger Bavaresco (cadeira nº 33 - Patrono Horácio Nunes Pires).



A Academia Catarinense de Letras e Artes (ACLA) convida para a entrega dos Prêmios às Personalidades do Ano no campo literário, artístico e musical. O escritor Luiz Carlos Amorim, o artista plástico Rodrigo de Haro e o pianista Luiz Gustavo Zago receberão, respectivamente, os prêmios “Paschoal Apóstolo Pítisica”, “Victor Meirelles” e “Edino Krieger”. O prêmio pelo Conjunto da Obra foi concedido, in memoriam, ao escritor Lauro Junkes, falecido em 2010.

Na mesma ocasião tomarão posse quatro novos acadêmicos: o ator e diretor Aguinaldo Filho, e os atores, diretores e teatrólogos Antonio Cunha, Carmen Fossari e Sulanger Bavaresco. A solenidade ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 2, às 20h00, no auditório do Tribunal de Contas do Estado e, como habitual, contará com a apresentação de música erudita, incluindo a participação da soprano Masami Ganev e do pianista Alberto Heller.

A Acla liderou iniciativa que resultou na decisão da UFSC em conceder o título de Doutor Honoris Causa ao maestro catarinense Edino Krieger, que dá nome a um dos seus prêmios. A honraria será concedida no próximo dia 08 de dezembro no auditório da Reitoria daquela universidade.

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domingo, 14 de agosto de 2011

MAGENTA UMA FLOR ,COR.
























MAGENTA, UMA FLOR, COR


Carmen Fossari






Um inverno rigoroso
acinzentou os dias
pintou as ruas, calçadas , casas
e trancas, cortinas cerradas,
sorrisos trocados por síbilantes
silêncios
onomatopaicos sussurros
sol como um quadrado
lua como um retângulo
estrelas como pequenas frestas
a olho nu espreitando
a vida galopando
montada num alazão..
(prá combinar com o poema) de crinas cinza
e olhos de cristal gelo,de sonhos enregelados.


Só dentro do coração que tu me habitas
as cores vibrantes, me aquecem
como esta de Magenta estar
desabrochou
rompendo a vedada imagem
acinzentada ,
E diante de meus olhos adormecidos
cavalgam sonhos nas margens de eu estar prateados
e de todos os sois,que se anunciam.

E vibram depois os amarelos dias, luminosos
salpicados de verdes, e vermelhas rosas
mas será nas noites acalentadas das luas
arredondadas desta ilha
que o cinza brilhará em tons de prata
de dourados ao manto estelar que avistaremos
na estação nova,que em andança se aproxima

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Poema Singelo

Poema Singelo

Carmen Fossari


Gosto das delicatessens
Hábitos pequenos para quem
É aversa ao hábito
De tudo que não se move
Bom dia, boa tarde, boa noite
Como está? Posso ajudar?
Ou obrigada, muito !
Quando a intensidade de agradecer
Está ao ápice
Quando há consideração
Na tecla justa da amizade
Abraços são ternos
Afetos um alimento
E se dá escrita fizer
Uso para escrever ou ler de outrem
Que nunca faltem os ditos carinhos
Abraço que não há braço que desabrace
Beijos, sincopadas palavras em bjs
Ou minha forma carmim de o dizer beijim.
A aresta de meus sentidos se oclusa
Sempre que a oclusão destas pequenas
Qualidades que se espera das amizades
Caiam ao vazio, e ganhe tons
Burocráticos de pequenas narrativas
Amorfas.
Metamoforseio asas, voando ao reino das delicatessens, que as quero!

terça-feira, 26 de julho de 2011

AMO

AMO
Carmen L. Fossari

As estrelas da Via Láctea
Iluminaram esta face de frio
De tantos mares
Marés outras
Tu e eu
E vez e outra nos nossos
Reencontros e partidas.
Prolongamos o Inverno,
Que é sempre o mesmo
Sem o ser.
Que ondas volteiam oceanos
Que águas chovem, evaporam
Desgelam das montanhas,
Repletam os leitos dos rios
E a noite se reproduz de noite
Longo é o tempo de colher gravetos
Secos em feixes amarrados
Que o fogo consome na ânsia de ser
Dia
Ver o Sol de todo em todo
Beijando verdes e flores
E tu amado, de retorno
Me encontras
Pressinto de olhar, a rua calma
E tanto e ainda mais
Já nós sabemos
Do abraço, beijos tanto em bem querer
Que ao girarmos a bússola do tempo
Nunca sabemos se ao Norte ou Sul caminharemos
Mas que tu e eu tracejamos um ponto cardeal
De aurora, por do sol e infiniTus

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Lánimal homme

L'animal homme

Carmen Fossari
L'homme de l'espèce (i) rationnelle
Zool. Être disposés dans la forme du corps relativement constante dans la plupart des organes internes, des tissus baignés dans une solution contenant du chlorure de sodium, les cellules revêtu demembranes délicates, avec une croissance limitée, et pourvu d'irritabilité ou du système nerveux, qui vous permet de répondre rapidement aux stimuli (Dic. Aurélio Buarque de Hollanda)


C'est homme drôle
Car il est seulement la pensée
Doté d'une sensibilité
Et pourquoi a été isolé dans le château
La suprématie de l'être
Il a inventé un nouveau concept
Pour maintenir ce statu quo,
Cette zone d'écrits
Si vous fournissez, et que la prérogative
Il dit qu'il vient en mesure de créer
Avec les mains les instruments de travail
Et la survie en milieu hostile.
Oh que dire des nids de boue,
Parmi les oiseaux, les trous perforés
Des trous dans les arbres
Beavers digues
Rencontre dans la fraternité
Avec les légumes
Lorsque l'auto-défense
Camouflage de feuilles
Qu'en est-il des ruches
Parmi eux, dangereux pour nous
fourmi
Dans la loi de la nature
Mutatis l'univers
Il a été laissé aux habitants de la Planète
Terre: les royaumes de l'eau, du soleil et de divers
Espèces, mais un seul
L'unité de couture loi cruelle vitale
Une espèce dépend d'une autre dans les chaînes
Alimentation.
Mais l'animal homme prétentieux
Création ghettos, de caste, de classe
Et divisée en son propre genre
L'homme en mieux avec la valeur ajoutée
Les assurant de bonheur apparent,
Et les enfants humains, les personnes défavorisées
L'qu'ils n'ont rien parce qu'ils ne peuvent même pas
Etre le genre de l'animal humain
Reconnu comme tel.
Ainsi la géographie du terrain le chaos
Dans un pays de sauver la vache, mais est condamné
Eternity pour les pauvres de la pauvreté.
Et sautant contradictions humaines,
Apprises dans d'autres pays a
Tuer les phoques, les baleines
Et faire une mer de sang.
Un autre crée une mer artificielle
Pour les animaux du monde riche
Sultuarem la souveraineté du bling
Dans un petit village, un petit singe
Allaités par une femme tribale, se tourne
Scandale du monde, les enfants sauvés par le lait
Chez les caprins, il semble si naturel.
Homme-animal drôle, justement sauvé
Le chien dans la rue, mais traverse
La même route, à détourner l'
L'homme sans option
Il habite l'asphalte de la rue
Beaucoup d'asphalte,
Qui assaillent le pays
Serpentant la planète
Pensé qu'un jour
Être le centre de l'univers.
(Ah si ce n'était pas Galileo ...)

Liberté et Feu

Liberté et Feu


Carmen Fossari

Ses mains souligné le haut
Et portant une torche allumée
Pensé pour être plus qu'une statue
A ses pieds tordus instances
Bidons et le nickel
Tous réfutée par un forgeron
Ce bras en forme
Entré à partir d'un belliciste famille
Et pour cette raison
Puissant de tous les rires gardé
Et gorgées de whisky au malt écossais bonne bouteille
J'ai regardé en bas et sourit satisfaite
Seuls arrêté quand j'ai réalisé que c'était juste une statue
J'ai adoré après l'incendie de sa torche
Les chars, dans la séquence profanes
C'était sa deuxième passion
Ignoré des réservoirs
Femmes démunies des vêtements frottant chiffons
Les patients de leur pauvreté aimé, pas plus aimé savoir
Pour eux, les femmes qui n'étaient pas des statues
Ventres remplis avec le don et la compréhension.
La main tendue, parfois erré branches du fleuve
Salut les rivières sans eau, les déchets en décomposition
Mais la production de deux de servir et combien
Et même une consommation plus coloré totems
La voiture de l'année, la marque de la montre, le logo
D'un autre continent, le commerce de chauffage
L'acheter sans même parce que pas pratique ...
Après avoir écouté les banlieues
De toutes les terres Amériques, la forêt
Plans de jeunes corps à la terre
Le seul regret qu'il était
Etre incapable de se laver les mains
Ces Ponce Pilate.
Dans l'accalmie des ruses des temps violents
Du sourire de gain superbes
Et il était heureux pour la liberté
Une statue!

The Earth, a planet

The Earth, a planet

Carmen Fossari


The homeland
The handful of dust
The sand pile
gravity
The five continents
Third of that in the Sun
Planet that is
At the center of its core
It is iron and nickel
Changes in chemical
Earth Sun daughter of the First
Sister from another planet
Emerged the great meeting
Clouds of dust and gas, contraction
Her bountiful waters
Of all the seas, life
species
Planet home to several species
Exterminated and endangered
For ignoble, some grantees
That the number of human
the numbers of tenure
Succumb to greed.
The force uses the language of the land
Sensitive nature
To tell their secrets,
And its storms
Not everyone listens.
Circular, large cosmic Mandala
The land is in the universe, the house, the nest, the hive
Magic initial energy
Is possible that the side of the mystery
Whose word that flows to the senses
Call: miracle, a gift
Like her, the Earth.
Planeta we live, here we plant dreams
To preserve it.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Revelação: Heresia de Carmen Fossari

Revelação: Heresia de Carmen Fossari: "Lançamento do livro de poesia de Carmen Fossari; em Florianópolis no mês de Julho, em São Paulo no mês de Novembro. Parabéns, p..."

quinta-feira, 2 de junho de 2011

VOLTEIO

























VOLTEIO


Carmen Fossari



Difusa imagem
retornas
escorrendo na taça
gota a gota
como numa parede translucida
tuas palavras embebem
no vinho da memória
e te encostas na minha epiderme
de saudades
Voilá!

terça-feira, 17 de maio de 2011

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974




REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974

carmen l. fossari

SOMOS FLORES
SOMOS CRAVOS
SOMOS SANGUE DE NÃO MAIS
FOMOS ARMA
ARMADURAS
DITADURA
ATANDO AIS
MATANDO SONHOS
ABDUZINDO NA ALMA LUSA
O ORGULHO QUINHENTISTA
DOS DESBRAVIOS
AOS MARES TANTOS
HUMILHADOS HUMILHAMOS
E FINCAMOS SALAZARES
AO SEIO DA TERRA LIVRE
AOS DESCALÇOS PÉS DO CAMPO
PISAMOS DE BOTINAS
E PÓLVORA
POR MUITO TEMPO SENHORES,
POR MUITO TEMPO

" Quem vive?
- Portugal, Portugal, Portugal!
- Quem manda?
- Salazar, Salazar, Salazar! "


DEFENDEMOS O INDEFENSÁVEL
COM MEDO A CHAFURDAR
FORAM MÃES CHORANDO TANTO
SILENCIADOS FADOS OUTROS
NO CAMPO O ARADO
INSPIRAVA AS CERCAS DE FARPADO ARAME
QUE A VONTADE UNA SE IMPUNHA
BAIONETAS SEGURÁVAMOS AO ANTEPARO
DE SUA SEDE DE MANDO
MADATÁRIO
DONATÁRIO
OS RIOS ESCONDERAM
CHOROS, O PASSO RETIDO
O SORRISO QUE NÃO NASCEU
QUE O SOL PENSÁVAMOS DETER.
MAS A VONTADE UNA
DOS CAMPOS, CIDADES
E VILAS TEMPLÁRIAS
FORJOU NOSSAS ARMAS
NÃO MAIS!

CRAVOS
VERMELHOS CRAVOS PLANTAMOS
NAS PONTAS DAS BAIONETAS
A MULTIDÃO ACERCOU-NOS
A TERNURA BANHOU O TEJO
NAS RUAS CORRIA O VERMELHO
DE SANGUE NÃO MAIS
O DAS FLORES QUE O TEMPO ADVINDO
A LIBERDADE COLHEMOS
AOS 25 DIAS DO MÊS DE ABRIL
A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

QUE OPRESSÃO NÃO MAIS VESTIMOS
ALÉM DAS FARDAS IMPOSTAS
OS LIMIARES ARMADOS:
NUNCA AO POVO APONTAR!

EIS A LIÇÃO QUE APREENDEMOS
EM LIBERTAR NOSSOS MEDOS.

quarta-feira, 30 de março de 2011