quarta-feira, 19 de maio de 2010

depois de aldebarã



















Depois de Aldebarã



Carmen Fossari





Chove n.ilha aos cântaros
chove em minh.alma
tantas dores
do povo sem casa
nas intempéries da vida
E

na máscara que esculpia de tua face
Na “leitura que ofertastes de” parecenças”.
A chuva diluiu os traços
d.admiração, d.afetos,
desfaço n.água
tão de sal, e tanto menos
a última sombra tua
que permanecestes.
O céu d.aguas
sabe o sabor amargo
do que vimos.
As casas humildes desmancham seus tetos, abrigos
enquanto sob a proteção pequeno burguesa
ouço as forças d, águas e
eu mesma oceano.
Sob o manto da aparente proteção
ver o que sob as máscaras te desnudas
de omissão, volteios e mentiras.
A pior pobreza
tu a vestes, na dissimulada forma
de viveres.
Todo teu ser ,que desconheço
Deposito à memória da terra
Que as águas de Maio,levam e lavam
O caminho que retorno em navegar-me

Madrugada 19 de Maio de 2010