segunda-feira, 13 de setembro de 2010

travelling

TRAVELLING

Carmen Fossari

Minha vida em viagem etiquetada
Sob a mala que transporta
Mundo afora
Tantos mundos
De meu ser
Que já nem sei
Quando minhas mãos de
Espanto e surpresa
Retiram da bagagem
Mala aberta
Outros livros de poesias já nascidas

A bagagem de poemas já bem sei
Estão antes de ser e inda depois
Seguirão em viagem sem retorno
E noutras mãos e destinos seguirá
A mala com outras etiquetas de destino

Em deslocamento segue, um pouco de ausência,
Outro tanto de presença
Mais ainda de presente em futuro almejando
A rota da viagem vislumbrar

E, da poesia que emerge mala aberta
Um doce ar perfuma
As palavras e nelas,
Embrulhadas em fina lamina
Roça ao sangue em gotas minha pele
Não sangra de meu ser mais que a sensação
De ver pouco a pouco a vida
A esvair-se.
Detenho de aspirar doce perfume, do amor
Que muda todas as rotas
E faz eterna a nossa tão pequena rota
Debaixo da mala etiquetada
Que ora segue em seu destino de encontro.


Em 11 de fevereiro de 2207

quarta-feira, 30 de junho de 2010

poemínimo ao máximo de minha exaustão



poemínimo ao máximo de minha exaustão


poemínimo ao máximo de minha exaustão

carmen fossari

Hiato(ruído),
parenteses(inimaginável),
vírgula(PERGUNTAS),
ponto final!

terça-feira, 22 de junho de 2010

era uma vez no pântano dos gatos


O elenco e a tradutora

Era uma vez no Pântano do Gatos
De Marina Carr

tradução de Alinne Fernandes (Queen´s University Belfast, Santander Universities Network)
Direção : Carmen Fossari


era uma vez no pântano dos gatos

Era uma vez no Pântano do Gatos



Uma rara oportunidade do público de Florianópolis e estudantes de Teatro conhecerem a Dramaturgia da escritora Irlandesa mais influente da Irlanda Contemporânea Marina Carr.

Nos dias 28 e 29 de Junho as 20.30 será realizada uma leitura dramática encenada da peça:Era um vez, no Pântano dos Gatos .

A concepção da direção ambientou a peça, num clima que evoca um pântano, usando para tanto vários recursos a saber:
Iluminação indireta ao meio do público, clima com efeitos de um fog entre platéia e palco, figurino todo ao clima Vintage. Inserção de vídeos e um Coro que realiza a sonoplastia ao vivo.

O inusitado deste trabalho cênico está no fato de que a partir do corpo
e voz dos atores são recriados sons da natureza ao mesmo tempo que os corpos adquirem texturas cenográficas, da natureza vegetal encontrada nos Pântanos.

Todo trabalho vocal está a cargo da Professora de Técnica Vocal da Oficina Permanente de Teatro a música e compositora do Cravo da Terra Ive Luna, o trabalho corporal é coordenado pela atriz e bailarina Mariana Lapolli, que recém interpretou a personagem Irmã Celeste, filha de Galileu Galilei, na peça AS LUAS DE GALILEU GALILEI.


O texto

O terceiro de uma Trilogia de Marina Carr aborda a temática de uma mulher a Ester Cisnéia, origem cigana, que vive num Pântano ao momento em que seu ex companheiro,o Cartageno, a abandona e esta se casando com uma noiva mais jovem e rica Carolina, filha do proprietário das terras adjacentes ao Pântano, Xavier Cassidy.
Ester Cisnéia vive a margem de todos os afetos, reproduzindo o clima trágico de Medéia, embora o texto contemporâneo traga elementos do realismo fantástico, mesclados com personagens absurdamente histriônicos como a Sogra Mattanora, que vai ao casamento do filho Cartageno, vestida de noiva.

A autora em sua primeira fase seguiu a linha do teatro de Samuel Beckett, do Teatro do Absurdo, mas foi na linha do Realismo Fantástico que obteve pleno êxito com sua dramaturgia.

O Tradutor e a Direção

Todo processo está sendo registrado em fitas cassetes, vídeos e fotografias. “O texto dos atores e atrizes , bem como o da direção , servirão de subsídios a tese de Doutorado Alinne Fernandes na ““Queen´s University Belfast, Santander Universities Network”.
A pesquisa de Alinne, que já foi aluna de teatro da OPT-DAC, versa sobre o tema O TRADUTOR E A DIREÇÃO.

Alinne traduziu o texto e ao Processo com o elenco e a direção, reedita sua tradução, resultando num instigante processo para todos envolvidos no processo e que certamente resultarão numa leitura encenada de elevado valor artístico e cultural.
ELENCO :

Alê Borges – XAVIER CASSIDY
Ana Paula Lemos Souza - ESTER CISNÉIA
Antonieta Mercês - DONA MATTANORA
Cristiano Mello –AQUELE QUE ESPREITA ALMAS
Neusa Borges- MULHER GATO
Douglas Maçaneiro -CARTAGENO MATTANORA
Flora Moritz -JOSIANE MATTANORA
Simão Grubber- PADRE WILLOW
Marcia Cattoi – CAROLINE CASSIDY, A NOIVA
Marlon Casarotto - GARÇOM
Nathan Carvalho- GARÇOM
Roberto Moura – O FANTASMA DE JOSÉ CISNÉIA
Rosa Leidens -MONICA MURRAY -A VIZINHA

CORO CORPO VOZ:VANESSA PEREIRA GRUBER,SILMARA GRUBBER,RUBIA MEDEIROS,MURIEL MARTINS,BRUNO LEITE,MARIANA LAPOLLI,LUCIANA CRISTINA,ADENILSE VENTURIERI e PATRÍCIA CRUZ



Elenco Coro Corpo Voz e Ive Luna.

TÉCNICA:
Trabalho de Voz: IVE LUNA
Trabalho Corporal : MARIANA LAPOLLI
Professores da OPT Augusto Sopran , Alexandre Passos , Sérgio Bessa , Ive Luna e Carmen Fossari.
Operador de Imagens: IVANA FOSSARI
Luz, Figurino: CALU
EFEITOS:O Grupo
Apoio : IVO GODOI
Pesquisa Musical: SÉRGIO BESSA
Fotografia: Alinne Fernandes e Carmen Fossari
Produção : PESQUISA TEATRO NOVO

Promoção DAC- SECARTE -UFSC 50ANOS


.
Direção Geral:CARMEN FOSSARI


dias: 28 E 29 de Junho
horário: 20:30
teatro : Teatro da UFSC
entrada mediante convite: 37219348- DAC. A/C Jussara( período
verspertino ou na bilheteria do Teatro meia hora antes do início.



.

Passeio pelo Fossari Studio

quarta-feira, 19 de maio de 2010

depois de aldebarã



















Depois de Aldebarã



Carmen Fossari





Chove n.ilha aos cântaros
chove em minh.alma
tantas dores
do povo sem casa
nas intempéries da vida
E

na máscara que esculpia de tua face
Na “leitura que ofertastes de” parecenças”.
A chuva diluiu os traços
d.admiração, d.afetos,
desfaço n.água
tão de sal, e tanto menos
a última sombra tua
que permanecestes.
O céu d.aguas
sabe o sabor amargo
do que vimos.
As casas humildes desmancham seus tetos, abrigos
enquanto sob a proteção pequeno burguesa
ouço as forças d, águas e
eu mesma oceano.
Sob o manto da aparente proteção
ver o que sob as máscaras te desnudas
de omissão, volteios e mentiras.
A pior pobreza
tu a vestes, na dissimulada forma
de viveres.
Todo teu ser ,que desconheço
Deposito à memória da terra
Que as águas de Maio,levam e lavam
O caminho que retorno em navegar-me

Madrugada 19 de Maio de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

LITTLE WORLD


Little World

Carmen fossari

when I still was sleeping
in the little world
your words was bornning
And then, these words
had been born poetry
in the island
I had a hard sleeping
but, the world it is not bigger.
I will wake up in the words

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de março


pintura de Pablo Picaso

8 DE MARÇO


8 DE MARÇO

carmen l. fossari


I
A POESIA PRIMEIRA

Um dia Camões ,
Camões das bravuras em palavras
esculpidas nas âncoras manoelinas
atravessou o além mar
e, além foi no mar imenso
que varadas terras impulsionaram
o novo mundo nascido.

II
A ETERNIDADE DOS VERSOS

Outro dia ele o Luiz Vaz decantou:
O AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER
e nos permitimos da poesia posta saborearmos
o nectar do prazer,antes que
em ferida aflorada, o sequencial verso:
É DOR QUE ARDE SEM SE VER.
Sábio poeta, das trovoadas e feitos ditos
das ainda hoje leituras que seus versos
nos sugerem.

III
O QUE...

Que o novo mundo do luso reino
plantou uma flor do láscio
que rebrota aos nascidos
em brasilis terras.
Que o novo mundo de franças,
e espanhas se adjuntaram
nas conquistas bravias
em pólvora descoberta,
costurando outras leguas
tantas línguas.

IV
O CONFRONTO PRIMEIRO

Demarcadas em sangue daquilo que
sem conquista se impoem na mira da
pesada artilharia,

Pois que das índias nações dizimimadas
consolidou-se o novo mundo,
mistura de terras, verdes,ouro
prata, no mar de sangue
sem que o sol permitisse
em oclusão abster-se
voltando de testemunha dia ao outro
e outro ano.

V
O MUNDO GIRA

Girou o sol, toda volta
amanhecendo uma era
O novo mundo,tramou-se.
Máquinas costuraram
modenidades tecidas
em matizes tão cinzas.
O tempo retalhado em pedaços
pulsando em batida veloz
selando a vida em vírgulas,
dependuradas em artérias
servir à industrialização!!!


VI

O SONHO
Difícil a vida as vezes
A quem ao pão o desejo
Sentindo aos bolsos esvaírem
tostões que o trabalho
não alcança.
Um dia nas terras que ainda hoje
forjada sob o manto do império,
pepetuam o mar de sangue
em dominarem ao desejo
serem mandatários do mundo,
ainda que ostentem em estátua
a Liberdade cimentada
em seu gigantismo,
operárias ao trabalho,
dezesseis horas ao dia
unidas, de assim o saberem
as melhores pretenderem
pararam as máquinas.

VII
O NOSSO NÃO É PELO SIM
O NOSSO SIM É PELO PÃO
Pensaram as operárias mulheres
unidas a acordarem
se aos dedos das mãos
são de dez em contados
ao produzirmos nas horas
somarmos em horas por dia
dez horas de produção!!!
Já estará de bom tratado.
Paradas mais de cem ao trabalho
Por sonharem ao desejo os doces sonhos
de conseguirem à casa chegarem,
olharem um filho e outra
menina recém nascida do ventre,
quiça
um beijo materno,
o amor ao tempo ao amor
paradas de olhos atentos
de medo tecendo suas auras
ousaram dizer , já não mais
apenas dez horas
ao dia
trabalharemos ao nosso melhor.

Estancadas ao sonho detido
Que até hoje nos chega
aquele sonho em amor
ERA FOGO QUE ARDE ,
Era o fogo que doia , ardia.
Numa tão "cristã" atitude, amando
a produção o patrão ,
sem pestanejar ateou
primeiro um inflamàvel estar
esbravejou no líquido ódio:
continuem e já verão!!
Nem virão, nem primavera,
depois do ferrolho trancado, portas
As saídas já sem
Ateou o fogo ,o animal
em besta fera vestido
naquelas ousadas MULHERES
que pararam a produção.

VIII

(ARDEU) O FOGO QUE VIRAM

Arde nossa alma ainda hoje
de véus, de marcas ao corpo,
de gritos,de estupros,sevicias
de MULHERES ao mundo prostradas.

O Sol a diário aparece ,ternuriza do frio
o calor, texturiza o Aço e o Mel
esta argamassa de que somos feitas
forjadas na história do mundo.
Mulheres, desde 8 de março jamais esta opressão!!
Que o amor preenche os pântanos
da história já vivida
Qua luta vilumbra a vida
em flores ao útero da terra.

--
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

olho sol



Olho Sol
Carmen Fossari


OLHO O SOL,
OLHO SOL,
OLHAR SÓ,
SÓ OLHAR,
OLHEMOS,
NA CURVA DA NOITE ,
A TERRA BEIJA EM VOLTEIO O SOL,
ENSOLAREMOS NOSSO OLHAR DE SÓIS,
DE LUAS, DE SOLIDÕES
E DE ENCONTROS

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

domingo, 3 de janeiro de 2010

O Beija Flor e a Cigarra


O Beija Flor e a Cigarra

Carmen Lúcia Fossari

O Beija Flor
Diante da flor
Sequer beijou

A menina, fez da boneca
Por um segundo
Brinquedo largado
Do galho da goibeira
Quase a quebrar
O menino debruçado
Não se mexeu

Apenas do quintal, de sol batendo
Aos varais
De roupas estendidas
De querer secarem

O vento balança
O cordão em corda bamba
Na escora do estender

Apenas uma, depois duas
Agora são mais
É uma orquestra de cigarras
Que anunciam, o verão
Se prenuncia, as cigarras já entoam
Melodia dia a dia, em espera ficam todos
A cigarra tão volátil, deixa em som
Um grande abraço
É o abraço do Natal, que já caminha
Por bem perto
O silencio, se esquece , a ouvir as cigarras
E o Natal está na esquina,
Prenunciado na orquestra

De cigarreado belo
Cântico da infância
Sons da natureza
Quem me dera ser cigarra
Para anunciar o Natal.

Em 22 12 2006