quinta-feira, 30 de abril de 2009

O ANIMAL Homem


foto arquivo word press.


O ANIMAL Homem


carmen l.fossari


da espécie dos animais (i)rracionais

PALAVRA : ANIMAL/DICIONÁRIO
Zool. Ser organizado, com a forma do corpo relativamente constante, órgãos na maioria internos, tecidos banhados em solução que contém cloreto de sódio, células revestidas de membranas delicadas, com crescimento limitado, e provido de irritabilidade ou sistema nervoso, que lhe permite responder prontamente aos estímulos (Dic. Aurélio Buarque de Hollanda)

É engraçado o homem
Por pensar ser apenas ele
Dotado de sensibilidade
E de razão isolou-se no castelo
Da supremacia do ser
Inventou um conceito diferenciado
Para manter este status quo,
Que o domínio da escrita
Se lhe assegura e, como prerrogativa
Diz ser ele apenas o capaz de criar
Com as mãos os instrumentos de trabalho
E da sobrevivência em ambiente hostil.
Ai o que dizer dos ninhos de barro
Dos pássaros,das tocas perfuradas
Dos buracos nas árvores
Dos diques dos castores
Do namoro em fraternidade
Com a natureza vegetal
Quando em defesa própria
Se camulham de folhas
O que dizer das colméias
Dos , para nós danosos
Formigueiros
Na lei da natureza
Ao mutantis universo
Coube aos habitantes do Planeta
Terra:águas,sol e vários reinos
Das espécies, mas apenas uma
Lei cruel costura a unidade vital
Uma espécie depende de outra em cadeias
Alimentares.
Mas o animal homem tão pretencioso
Criou guetos, castas , classes
E dividiu em sua própria espécie
Humanos em melhores com a mais valia
Lhes garantindo a felicidade aparente,
E humanos menores, os desprovidos
Os de nada terem , por não poderem sequer
Serem da espécie dos humanos animais
Reconhecidos como tal.
Assim na geografia do caos terreno
Em algum país salva-se a vaca, mas condena-se
Aos pobres a eternidade da pobreza .
E saltitam as contradições humanas,
Noutros países ditos doutos
matam focas, baleias
E fazem um mar de sangue .
Noutro criam um mar artificial
Para os animais endinheirados do mundo
Sultuarem a soberania da ostentação
Numa aldeia pequenina, um pequeno símio
Amamentado por uam mulher tribal, vira
Escândalo mundial, crianças salvas por leite
De cabras , parece tão natural.
Engraçado o animal homem, salva com razão
O cão na rua, mas atravessa
A mesma rua, para desviar do
Homem que sem opção
Habita a rua de asfalto
Dos asfaltos tantos,
que assaltam as terra
Serpenteando o planeta
Que um dia pensou
ser o centro do universo.
(Ah se não fosse Galileu...)




.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Com(passo)




Com(passo)



Carmen L.Fossari


Eu sigo passo em passo
E repasso tua imagem.
O perfil de tua sombra
É tatuagem que pressinto
ao meio da noite
Nestes vultos que te trazem
e perpetuam tua ausência,
tua ausencia.

Tanta e tanto comportavam
A lua plena , os segredos
que o amor revela pouco a pouco.
Em escultura una volteio e dança
Desnudados d.eu e tu
de amor , do amor.


Fruto maturado ao sabor,
que esculpido, se degusta
Na argila dos afetos,
Nos mármores talhados da respiração
Intensa
Na modelagem que macera
O abraço tão íntimo
Como o mais aquoso
E nadador beijo da madrugada.

E se segues aos passos outros
Que a distancia se agranda
Leva em tuas mãos
bússola que te norteie,

Pois eu ao sul poerpasso
Em cada passo
as imagens que avivam teu perfil
e ausente me conduzes
Ao retorno
Que me fui, longe de mim
para seguir-te.

Todos meus eus,
encontro agora em caminhar
com passos musicais na
construção de meu estar.

(México, DF abril de 1997)
.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Terra


ilustração O Geólogo, Pintura do séc. XIX por Carl Spitzweg.


Terra



Carmen L.Fossari
A terra natal
O punhado de pó
O monte de areia
A gravidade
Os cinco continentes
Dista em terceiro ao Sol
Planeta que é
Ao centro seu núcleo
É de ferro e níquel
Em mutações químicas
Terra filha do Primeiro Sol
Irmã de outros planetas
Emergidos do grande encontro
Nuvens de poeira e gás, contração
Dela dadivosa as águas
De todos os mares, a vida
As espécies
Planeta lar de várias espécies
Exterminadas e ameaçadas
Por ignóbeis,alguns donatários
Da humana série dos que
aos números da posse
Sucumbem em avarezas.
A força da terra usa a linguagem
Sensível da natureza
Para contar seus segredos,
E suas tempesatades
Nem todos escutam.
Circular , grande mandala cósmica
A terra é no universo , a casa, o ninho, a colméia
A mágica energia inicial
Que a possibilitou é o lado do mistério
Cuja palavra que escorre aos sentidos
Denomino : milagre, dadivoso
Como ela, a Terra.
Planetares ,plantaremos os sonhos
De a preservarmos.




.

domingo, 19 de abril de 2009

ODE INDIGENA A EVO MORALES




ODE INDIGENA À EVO MORALES

DOS COBRES DESCOBERTOS
SEMPRE NAS MÃOS DO ESTRANGEIRO
DA FOME FINCADA NA MÃO DE OBRA
BARATA
DAS ENGRENAGENS NOS NERVOS
AOS CORAÇÕES TRITURADOS

NOS ROSTOS A FACE TÃO CERTA
SUDORES GRITANDO SILENCIOS
OS NEGROS CABELOS
QUE AO SOL BRILHO E SEDA PARECEM
CAINDO ASSIM SOBRE CORPOS
COBERTOS DE CORES, DE LÃS
PROTETORAS
DO FRIO DE ALTITUDES INDORMIDAS
NAS TERRAS QUE SENDO SUAS
DO ESTRANGEIRO INVASOR
AOS PÉS SE LHE AFUNGENTARAM
E ALÍ DE ESPREITA FICARAM
VENDO A FESTA ESTRANGEIRA

DOS DE LONGE INVASORES
MUITOS TÃO POBRES DE SINA
AMALGAMARAM OUTRA VIDA
DOS OLHOS E MÃOS SE ENCONTRANDO
QUE TÃO DESPROVIDOS DAS TERRAS
AO VENTO SEUS CORPOS CRUZARAM
DE SILENCIOS NACERAM OS FILHOS
REPLETOS DE VOZ SUFOCADA
OLHANDO ALÍ NO INFINITO
AQUELE CAPAZ DE SONHAR

INCERTIDUMBRES

DOS FRUTOS QUE FRUTO MATARÁ A FOME?
QUE LÍNGUA FALARÁ MEU NETO?
QUECHUA, GRUARANÍ ?
FORJADA OUTRA LÍNGUA A FALAR ESPANHOL,
PORTUGUÊS

QUANTAS NAÇÕES DIZIMADAS
INCA MISTÉRIO E IMPÉRIO
MAIASTRONOMIA
E FORAM OS MIBIAS, BOROROS,MUISCAS,
E CENTENAS DE NAÇÕES DITAS ÍNDIAS
MILHÕES MORTOS A FOME, FACADA,FOICE
FÉ IMPOSTA
O ESTRANGEIRO SE FEZ DONATÁRIO

IDO FOI O TEMPO
DAS LIBERDADES
FORMAS TÃO DIFERENTES DE AMAR,
O VIVER SEM CONTAR POSSUIRES
EDUCAR E BRINCAR COM SEUS FILHOS
E PENETRAR NA MATA VIRGEM
E CONVERSAR COM ANIMAIS
E DOMINÁ-LOS SOBREVIVENCIAS
E MANTER VIVA AS ESPÉCIES

SOCIEDADES DAS TERRAS
PRE´COLOMBINAS
TUDO SEU TODO EM ENTORNOS
A MESMA HISTÓRIA DIVERSA
MERGULHO E NUDEZ DE UM RIO

TAMBÉM HÁ DOMINAÇÃO
UMA NAÇÃO
SE IMPONDO NO DOMÍNIO DO SABER
COBRANÇA DE BENESSES DE OUTRAS NAÇÕES MENORES
É VERDADE IMPÉRIOS NEFASTOS SÃO
É VERDADE
AS OUTRAS
CONTINUAVAM NAÇÕES

FALANDO SUAS PROPRIAS LÍNGUAS
DANÇAVAM SUAS PRÓPRIAS DANÇAS
RITUALIZAVAM SEUS DEUSES
SEUS SÁBIOS SENTENCIARAM A LUA CHEIA
BRILHANDO NOS RIOS
E MAR ABERTO
CLAREANDO OUTRA ROTA
PESCAR EM OUTRO RECANTO
DEIXANDO NOS SAMBAQUIS
FOTOS TRIDIMENSIONAIS
DE UM TEMPO GEOGRÁFICO

PARA ALGUNS ESTAR NOMADE
ERA A SOBREVIVENCIA
QUEM SABE DOS AFETOS
DOS DESAFIOS DE ESTAREM ATENTOS
AFINAL BREVE SEMPRE É A VIDA
E DOS PÉS CAMINHANDO AMÉRICAS
UMA ESTRADA AVIZINHA NAÇÕES
UM SONHO
UMA UTOPIA
O CORAÇÃO SE HARMONIZA
HÁ O OUTRO DIA QUE CHEGA
SE O CAMINHO DO ESTRANGEIRO
PASSADOS 5 SÉCULOS SÓ ELE PODIA PASSAR
JÁ NÃO MAIS !

SENHORES
ASSOMAMOS ESTA ESTRADA
NADAMOS NESTE RIO CAUDALOSO
DE SANGUE
DORES
SILENCIOS
MAS DELE EXTRAÍMOS OUTRA SEIVA
NOSSOS PÉS PISAM ESTA ESTRADA
AS NOSSOAS MÃOS CONSTROEM ATALHOS
PRECISAMOS MERGULHAR NA TERRA AS MÃOS
IMEMORIAIS DOS ANTEPASSADOS

NOSSO COBRE, NOSSO OURO, NOSSA PRATA
NOSSA MATAS
NOSSO ORGULHO LATINO AMERICANO
É O POVO NÃO MAIS SENHORES

A CAMINHADA VEM DESDE OUTRA ESTRADA
A ALCANÇAREMOS EM SONHOS

FOI OUTRO DIA SONHANDO COM UM CAMARADA
QUE AMAVA NOSSA PELE INDIA, NEGRA, MORENA
SIMON BOLÍVAR FOI UM NOME, VIERAM TANTOS OUTROS
UM COMANDANTE DE ESTRELAS E SONHOS DOS ARGENTEOS
PAMPAS GUEVARA SEGREDOU QUE ERA POSSÍVEL
ATÉ QUE UM DIA
NA MAIS INGREME NOITE
TODAS AS MÃOS UNIDAS TOCARAM NA BORDA DA LUA
REFLETIU-SE ESPELHO

NOSSOS ROSTOS ÍNDIOS LATINO AMERICANOS,
NOSSAS IMAGENS DE ALMAS SILENTES
ECOAM OS SONS , TÃO FORTES E DOCES
DAS FLORESTAS AS RUAS DE VILAREJOS E CIDADES
ONDE ESCONDIDOS DE NÓS MESMOS VIVÍAMOS
AGORA ALI REFLETIDO
UM NOME ALCANÇA NUVENS
E DESCE A MAIS CÁLIDA CHUVA
ESTAMOS TODOS ALÍ

CORTOU A NOITE MAIS DENSA
ECOA O DIA CHEGANDO
POR NÓS QUE SEGUIMOS A ROTA
DE ESTRADAS TÃO TORTUOSAS
EVO MORALES
CHEGAMOS, NA OUTRA MARGEM DO RIO.

Por Carmen Lúcia Fossari .Em 9 de Febrero de 2006

PUBLICADO NO BLOG WWW.CARMENFOSSARI-ARMAZEMDAPALAVRA.BLOGSPOT.COM



.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974

.



/




REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974


Pareceria mais lógico ilustrar com cravos vermelhos, mas a rosa chegou aos olhos do coração com antecedencia e posto-a em lembrança a ROSA DE LUXEMBURGO e a todas as mulheres com sonhos socialistas, e a todos os homens que respiram o mesmo sonho. cf.


REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974

carmen l. fossari

SOMOS FLORES
SOMOS CRAVOS
SOMOS SANGUE DE NÃO MAIS
FOMOS ARMA
ARMADURAS
DITADURA
ATANDO AIS
MATANDO SONHOS
ABDUZINDO NA ALMA LUSA
O ORGULHO QUINHENTISTA
DOS DESBRAVIOS
AOS MARES TANTOS
HUMILHADOS HUMILHAMOS
E FINCAMOS SALAZARES
AO SEIO DA TERRA LIVRE
AOS DESCALÇOS PÉS DO CAMPO
PISAMOS DE BOTINAS
E PÓLVORA
POR MUITO TEMPO SENHORES,
POR MUITO TEMPO

" Quem vive?
- Portugal, Portugal, Portugal!
- Quem manda?
- Salazar, Salazar, Salazar! "


DEFENDEMOS O INDEFENSÁVEL
COM MEDO A CHAFURDAR
FORAM MÃES CHORANDO TANTO
SILENCIADOS FADOS OUTROS
NO CAMPO O ARADO
INSPIRAVA AS CERCAS DE FARPADO ARAME
QUE A VONTADE UNA SE IMPUNHA
BAIONETAS SEGURÁVAMOS AO ANTEPARO
DE SUA SEDE DE MANDO
MADATÁRIO
DONATÁRIO
OS RIOS ESCONDERAM
CHOROS, O PASSO RETIDO
O SORRISO QUE NÃO NASCEU
QUE O SOL PENSÁVAMOS DETER.
MAS A VONTADE UNA
DOS CAMPOS, CIDADES
E VILAS TEMPLÁRIAS
FORJOU NOSSAS ARMAS
NÃO MAIS!

CRAVOS
VERMELHOS CRAVOS PLANTAMOS
NAS PONTAS DAS BAIONETAS
A MULTIDÃO ACERCOU-NOS
A TERNURA BANHOU O TEJO
NAS RUAS CORRIA O VERMELHO
DE SANGUE NÃO MAIS
O DAS FLORES QUE O TEMPO ADVINDO
A LIBERDADE COLHEMOS
AOS 25 DIAS DO MÊS DE ABRIL
A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

QUE OPRESSÃO NÃO MAIS VESTIMOS
ALÉM DAS FARDAS IMPOSTAS
OS LIMIARES ARMADOS:
NUNCA AO POVO APONTAR!

EIS A LIÇÃO QUE APREENDEMOS
EM LIBERTAR NOSSOS MEDOS.

















este poema encontrei-o numa comunidde de poesias e lembrei que o havia postado tb em Armazém,quiz postar em TATUAGEM, pois o tema ainda que muito localizado é sempre atual, na etena luta pelas liberdades absolutas,
carmen





.