quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Magnitude - 27


( Magnitude - 27)

Carmen Fossari


Entre minhas mãos e as tuas
Corre um rio
D.aguas
No leito vincado de
Tantas vidas
Entre teu corpo e meu corpo
A luz é una
Ao teu lado a inquietação dos ventos,
A incerteza da noite íngreme
Se desfaz,
Nossas as mãos,
Colhem , elas (estrelas)do universo
A quietude do Encontro
Entre tu e eu a saudade
A incerteza e a certeza
Que só ele o amor apazigua
À noite sem estrelas
E faz nossos olhos brilharem
Num
Estrelar céu,
Entre meu palco e a cena
A vida antecede, e te encontro
Na mansitude da manhã
Mesmo quando é noite.

sábado, 29 de agosto de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

WINDS


FOTO CAPTADA NA INTENET



Winds
There,in the sand my foot are as the root of green tree. I and It are: winds inside of the wind.
carmen l. fossari

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

ELIXIR




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Elixir
TOMAREI NO ELIXIR DA AUSÊNCIA,
A TUA PRESENÇA
ESPELHADA EM XÍCARA DE PORCELANA


carmen fossari



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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sometime when you look at the sky you can feel the star.s face singing the lovers words.
carmen fossari

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

MEMORIAIS



MEMORIAIS

carmenlucia fossari


Na memória trago partes
Oh partes repartidas
Que nunca em geografia
As unificarei
Nem bússolas
Que me levem mar adentro de minha alma
De procuras
Nem barcos repletos de fantasmas
Que duelam ao nevoeiro
Na imagem que se esvai

Oh partículas
Refratárias
Dos sonhos que não alcancei
E, assim sabendo
Adormeço de não ser
Do não ter
Do não saber

Só o instante me abraça
E nele minha fração
Em, sendo agora,
Beija a vida
Como um vento,
Uma chuva
Uma aurora boreal...



.

domingo, 12 de julho de 2009

FACE DO AMOR


Ilustração Toulouse Lautrec.

FACE DO AMOR

Carmen L.Fossari

O AMOR TEM ASAS LEVES
E DEDOS LONGOS
QUE CONTORNAM AO CORPO
UMA BANDAGEM DE CIMENTO
DE ARGAMASSA QUE O FAZ EM OUTRO
CORPO SEU
SENDO NENHUM APENAS UM,
O PAR DE DANÇA E MURMURIOS
QUE COSTURAMOS EM AMOR
TANTOS DESEJO S
QUE TE AMO MAIS QUE A LUZ DO AMANHECER
AMADO MEU,
VOAM ESTRELAS NA NOITE QUE SE FINDA
E ABRAÇO EM TEU CORPO A MANSITUDE
DE UMA DAS FACES DA PAZ.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

invitacion revista espa nhola

Convido visitarem a revista espanhola

http://www.elportalvoz.com/

no todo é muito bem editorada , nesta semana tenho a alegria de ter meu poema FRIDA K., lá postado.
Abraço Carmen

terça-feira, 30 de junho de 2009

Amanhecendo em Primavera



Ilustração pintor ROMERO BRITO

Amanhecendo em Primavera

Amanhecendo em Primavera
Carmen L.Fossari
Andei a passos curtos
De retorno ao atalho
Que na noite de frio atravessei
Cruzando o rio das turbulentas
Águas dançando círculos
Nas tormentas da incompreensão.
Dançavam os ventos
Celebrando o frio
Como a lamina mais afiada
Do tempo findo rasgando minha entranha
Vivi entreaberta , a olhar o sol
Que aclarava a correnteza
Que na noite submergia
Costurava no amanhecer
Parte d.eus à seguir
Que a vida não espera
Em se cumprir
Num volteio
Ao caminho breve
Parada lancei de novo
O olhar ao meu entorno
Vi reverdecer em flores
Lado a lado do caminho
Que atravesso
A alegria duelando com o tempo
Espiando o vento enfurecido
E dele fugindo saltitante
A abrigar-se entre o sol
E as nuvens tão branquinhas
Todas elas , com o eu
Retornando do errante caminhar
Aos passos de abraçar
A mais bela primavera
Amanhecendo dentro do meu ser.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

JUNHO( dia de SÃO JOÃO.VIVA SÃO JOÃO)



JUNHO



Carmenlúcia Fossari




Se a vida fosse uma quadrilha
Viveria de roupas rodadas
Seria sempre frio
Os cabelos em tranças e laços
Seria apenas menina
Passando por entre caminhos
De outros braços erguidos
Voltearia, pulava
O caminho das pedras
E o simples erguer os braços
Protegeriam-me da chuva
Que era de mentirinha
Depois em roda mandala
Em torno do fogo
Fogueira
Ficava assim em hipnose
A ver crepitar a lenha
Depois olhava pro céu
E junto às estrelas meus olhos
Fitavam os balões coloridos
Que os santos do mês de Junho
Antonio, João e Pedro,
São no coração do povo
Festeiros e festejados
São promessa e esperança
São bênçãos da terra e do mar
Dos corações a vislumbrarem
Tantos caminhos
Do coração em amor
Do mar, a rede repleta
Da quadrilha, o caminho da roça
E em tantos caminhares, aos
Santos que tornam Junho
Mês de festa e quadrilhas
Ficaria eu a dançar
A vida como uma quadrilha
Mas ao findar a dança
A quadrilha a desfazer-se
Tendo crescido da infância
Ao menos uma dança tão breve
Que estripulias almejo
Nas festas de São João
Vou aos fogos de artifício
E a magia que ainda perdura
Ilumina a noite fria
Nos fogos de artifício
Que explodem em meu coração

MMVII, ILHA, 30 Junho

terça-feira, 16 de junho de 2009

PREMIO SELO LEMINISCATA


Recebi ATRAVÉS DO BLOG DE MEU AMIGO CANTOR ,
http://antmoreiradasilva.blogspot.com/

"O selo deste prémio foi criado a pensar
nos blogues que demonstram talento,
seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia
ou em qualquer outra área
e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores.

Resta-me, mais uma vez,
a difícil tarefa de repassar este selo a 7 blogues considerados

merecedores de receber este prémio",
devendo eles proceder de igual modo.

E os vencedores são...

VOU FAZER UM SUSPENSE VOU PUBLICAR NO SÁBADO!







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premio selo dorado



Recebi o Premio SELO DORADO DE JOÃO CARLOS FREITAS ,
significadO:
O SELO TEM UM SIGNIFICADO:

Neste selo:
A cor azul representa paz,profundidade e imensidão
A cor dourada a sabedoria,riqueza e claridade das idéias
O prêmio em si representa a união entre os blogueiros"
E como não podia deixar de ser... As regrinhas:
"Colocar o prêmio em situação visível ou linká-lo.
Anunciar através de um link o blog que o premiou
e premiar até outros 15 blogs,
avisando os blogueiros sobre a premiação"
Então vou escolher:

http://poetizar-poetizar.blogspot.com/

http://antmoreiradasilva.blogspot.com/

http://ajornalar.blogspot.com/

http://www.dadudi.blogspot.com/
http://otelicesoares.blogspot.com/
http://contro-verso.blogspot.com/

Abraço e a admiração
Carmen

COMO POSTAR O PREMIO REGRINHAS QUE AUXILIAM:
SALVE A IMAGEM E O TEXTO , DEPOIS VÁ EM ADICIONAR GADGGETS , FOTOGRAFIA...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

UM DIA O DIA SONHOU SER NOITE


UM DIA O DIA SONHOU SER NOITE
UM DIA O DIA SONHOU SER NOITE
Carmen Lúcia Fossari



A NOITE, SEGUROU A BARRA DA SAIA
DA MANHÃ MULHER
QUE DEBRUÇADA AO MURO
LAMENTAVA SUA SINA
PRA VIZINHA.

ELA MESMA EM OUTRA SENDO
DAS FAINAS DIÁRIAS CASA ADENTRO.
QUIZERA NO SONHO BREVE DE UMA NOITE
SER A OUTRA, ELA MESMA SEM AGRURAS.
DIA A DIA, O DIA O MESMO DIA.

NA NOITE, DEBRUÇADA, SOBRE O MURO,
ESPIOU A NOITE. FORA DO SEU QUINTAL.
ELA VIU A NOITE EM PIRILAMPOS E ESTRELAS .
PROMETEU AO DESEJO AFLORADO
QUERER SER NOITE E DIA, NA AMPLIDÃO.

SAIR A CAMINHAR NA NOITE ÍNGRIME
ERA TUDO QUE O DIA PRETENDIA.
ATÉ HOJE SE ENCONTRA SENDO ELA
A OUTRA A REPETIR EM NOITE SENDO
MESMO SABENDO NÃO A SER..
O DIA QUE EM PERTENÇA DE NASCENÇA
E CADA DIA AMANHECE
EM SENDO CLARO.
A FAINA DO DIA A DIA É TÃO DIFÍCIL!

MAS A NOITE EM ENCANTOS SE FASCINA
A VIDA ,O SONHO DE AMOR ADORMECIDO
NA LUA DE TONS E SOMBRAS EM VOLTEIOS
NO ABRAÇAR DAS ESTRELAS EM CADENCIA
NO QUE OS MISTÉRIOS PODEM REVELAR
VELANDO SONHOS.
NA BEIRA DA SAIA DA MANHÃ
ONDE O SONHO UM DIA AMANHECE
ESPIANDO A NOITE EM PASSOS TÍMIDOS
AFASTAR-SE ANTE SEU DIA QUE AMANHECE.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O ANIMAL Homem


foto arquivo word press.


O ANIMAL Homem


carmen l.fossari


da espécie dos animais (i)rracionais

PALAVRA : ANIMAL/DICIONÁRIO
Zool. Ser organizado, com a forma do corpo relativamente constante, órgãos na maioria internos, tecidos banhados em solução que contém cloreto de sódio, células revestidas de membranas delicadas, com crescimento limitado, e provido de irritabilidade ou sistema nervoso, que lhe permite responder prontamente aos estímulos (Dic. Aurélio Buarque de Hollanda)

É engraçado o homem
Por pensar ser apenas ele
Dotado de sensibilidade
E de razão isolou-se no castelo
Da supremacia do ser
Inventou um conceito diferenciado
Para manter este status quo,
Que o domínio da escrita
Se lhe assegura e, como prerrogativa
Diz ser ele apenas o capaz de criar
Com as mãos os instrumentos de trabalho
E da sobrevivência em ambiente hostil.
Ai o que dizer dos ninhos de barro
Dos pássaros,das tocas perfuradas
Dos buracos nas árvores
Dos diques dos castores
Do namoro em fraternidade
Com a natureza vegetal
Quando em defesa própria
Se camulham de folhas
O que dizer das colméias
Dos , para nós danosos
Formigueiros
Na lei da natureza
Ao mutantis universo
Coube aos habitantes do Planeta
Terra:águas,sol e vários reinos
Das espécies, mas apenas uma
Lei cruel costura a unidade vital
Uma espécie depende de outra em cadeias
Alimentares.
Mas o animal homem tão pretencioso
Criou guetos, castas , classes
E dividiu em sua própria espécie
Humanos em melhores com a mais valia
Lhes garantindo a felicidade aparente,
E humanos menores, os desprovidos
Os de nada terem , por não poderem sequer
Serem da espécie dos humanos animais
Reconhecidos como tal.
Assim na geografia do caos terreno
Em algum país salva-se a vaca, mas condena-se
Aos pobres a eternidade da pobreza .
E saltitam as contradições humanas,
Noutros países ditos doutos
matam focas, baleias
E fazem um mar de sangue .
Noutro criam um mar artificial
Para os animais endinheirados do mundo
Sultuarem a soberania da ostentação
Numa aldeia pequenina, um pequeno símio
Amamentado por uam mulher tribal, vira
Escândalo mundial, crianças salvas por leite
De cabras , parece tão natural.
Engraçado o animal homem, salva com razão
O cão na rua, mas atravessa
A mesma rua, para desviar do
Homem que sem opção
Habita a rua de asfalto
Dos asfaltos tantos,
que assaltam as terra
Serpenteando o planeta
Que um dia pensou
ser o centro do universo.
(Ah se não fosse Galileu...)




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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Com(passo)




Com(passo)



Carmen L.Fossari


Eu sigo passo em passo
E repasso tua imagem.
O perfil de tua sombra
É tatuagem que pressinto
ao meio da noite
Nestes vultos que te trazem
e perpetuam tua ausência,
tua ausencia.

Tanta e tanto comportavam
A lua plena , os segredos
que o amor revela pouco a pouco.
Em escultura una volteio e dança
Desnudados d.eu e tu
de amor , do amor.


Fruto maturado ao sabor,
que esculpido, se degusta
Na argila dos afetos,
Nos mármores talhados da respiração
Intensa
Na modelagem que macera
O abraço tão íntimo
Como o mais aquoso
E nadador beijo da madrugada.

E se segues aos passos outros
Que a distancia se agranda
Leva em tuas mãos
bússola que te norteie,

Pois eu ao sul poerpasso
Em cada passo
as imagens que avivam teu perfil
e ausente me conduzes
Ao retorno
Que me fui, longe de mim
para seguir-te.

Todos meus eus,
encontro agora em caminhar
com passos musicais na
construção de meu estar.

(México, DF abril de 1997)
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terça-feira, 21 de abril de 2009

Terra


ilustração O Geólogo, Pintura do séc. XIX por Carl Spitzweg.


Terra



Carmen L.Fossari
A terra natal
O punhado de pó
O monte de areia
A gravidade
Os cinco continentes
Dista em terceiro ao Sol
Planeta que é
Ao centro seu núcleo
É de ferro e níquel
Em mutações químicas
Terra filha do Primeiro Sol
Irmã de outros planetas
Emergidos do grande encontro
Nuvens de poeira e gás, contração
Dela dadivosa as águas
De todos os mares, a vida
As espécies
Planeta lar de várias espécies
Exterminadas e ameaçadas
Por ignóbeis,alguns donatários
Da humana série dos que
aos números da posse
Sucumbem em avarezas.
A força da terra usa a linguagem
Sensível da natureza
Para contar seus segredos,
E suas tempesatades
Nem todos escutam.
Circular , grande mandala cósmica
A terra é no universo , a casa, o ninho, a colméia
A mágica energia inicial
Que a possibilitou é o lado do mistério
Cuja palavra que escorre aos sentidos
Denomino : milagre, dadivoso
Como ela, a Terra.
Planetares ,plantaremos os sonhos
De a preservarmos.




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domingo, 19 de abril de 2009

ODE INDIGENA A EVO MORALES




ODE INDIGENA À EVO MORALES

DOS COBRES DESCOBERTOS
SEMPRE NAS MÃOS DO ESTRANGEIRO
DA FOME FINCADA NA MÃO DE OBRA
BARATA
DAS ENGRENAGENS NOS NERVOS
AOS CORAÇÕES TRITURADOS

NOS ROSTOS A FACE TÃO CERTA
SUDORES GRITANDO SILENCIOS
OS NEGROS CABELOS
QUE AO SOL BRILHO E SEDA PARECEM
CAINDO ASSIM SOBRE CORPOS
COBERTOS DE CORES, DE LÃS
PROTETORAS
DO FRIO DE ALTITUDES INDORMIDAS
NAS TERRAS QUE SENDO SUAS
DO ESTRANGEIRO INVASOR
AOS PÉS SE LHE AFUNGENTARAM
E ALÍ DE ESPREITA FICARAM
VENDO A FESTA ESTRANGEIRA

DOS DE LONGE INVASORES
MUITOS TÃO POBRES DE SINA
AMALGAMARAM OUTRA VIDA
DOS OLHOS E MÃOS SE ENCONTRANDO
QUE TÃO DESPROVIDOS DAS TERRAS
AO VENTO SEUS CORPOS CRUZARAM
DE SILENCIOS NACERAM OS FILHOS
REPLETOS DE VOZ SUFOCADA
OLHANDO ALÍ NO INFINITO
AQUELE CAPAZ DE SONHAR

INCERTIDUMBRES

DOS FRUTOS QUE FRUTO MATARÁ A FOME?
QUE LÍNGUA FALARÁ MEU NETO?
QUECHUA, GRUARANÍ ?
FORJADA OUTRA LÍNGUA A FALAR ESPANHOL,
PORTUGUÊS

QUANTAS NAÇÕES DIZIMADAS
INCA MISTÉRIO E IMPÉRIO
MAIASTRONOMIA
E FORAM OS MIBIAS, BOROROS,MUISCAS,
E CENTENAS DE NAÇÕES DITAS ÍNDIAS
MILHÕES MORTOS A FOME, FACADA,FOICE
FÉ IMPOSTA
O ESTRANGEIRO SE FEZ DONATÁRIO

IDO FOI O TEMPO
DAS LIBERDADES
FORMAS TÃO DIFERENTES DE AMAR,
O VIVER SEM CONTAR POSSUIRES
EDUCAR E BRINCAR COM SEUS FILHOS
E PENETRAR NA MATA VIRGEM
E CONVERSAR COM ANIMAIS
E DOMINÁ-LOS SOBREVIVENCIAS
E MANTER VIVA AS ESPÉCIES

SOCIEDADES DAS TERRAS
PRE´COLOMBINAS
TUDO SEU TODO EM ENTORNOS
A MESMA HISTÓRIA DIVERSA
MERGULHO E NUDEZ DE UM RIO

TAMBÉM HÁ DOMINAÇÃO
UMA NAÇÃO
SE IMPONDO NO DOMÍNIO DO SABER
COBRANÇA DE BENESSES DE OUTRAS NAÇÕES MENORES
É VERDADE IMPÉRIOS NEFASTOS SÃO
É VERDADE
AS OUTRAS
CONTINUAVAM NAÇÕES

FALANDO SUAS PROPRIAS LÍNGUAS
DANÇAVAM SUAS PRÓPRIAS DANÇAS
RITUALIZAVAM SEUS DEUSES
SEUS SÁBIOS SENTENCIARAM A LUA CHEIA
BRILHANDO NOS RIOS
E MAR ABERTO
CLAREANDO OUTRA ROTA
PESCAR EM OUTRO RECANTO
DEIXANDO NOS SAMBAQUIS
FOTOS TRIDIMENSIONAIS
DE UM TEMPO GEOGRÁFICO

PARA ALGUNS ESTAR NOMADE
ERA A SOBREVIVENCIA
QUEM SABE DOS AFETOS
DOS DESAFIOS DE ESTAREM ATENTOS
AFINAL BREVE SEMPRE É A VIDA
E DOS PÉS CAMINHANDO AMÉRICAS
UMA ESTRADA AVIZINHA NAÇÕES
UM SONHO
UMA UTOPIA
O CORAÇÃO SE HARMONIZA
HÁ O OUTRO DIA QUE CHEGA
SE O CAMINHO DO ESTRANGEIRO
PASSADOS 5 SÉCULOS SÓ ELE PODIA PASSAR
JÁ NÃO MAIS !

SENHORES
ASSOMAMOS ESTA ESTRADA
NADAMOS NESTE RIO CAUDALOSO
DE SANGUE
DORES
SILENCIOS
MAS DELE EXTRAÍMOS OUTRA SEIVA
NOSSOS PÉS PISAM ESTA ESTRADA
AS NOSSOAS MÃOS CONSTROEM ATALHOS
PRECISAMOS MERGULHAR NA TERRA AS MÃOS
IMEMORIAIS DOS ANTEPASSADOS

NOSSO COBRE, NOSSO OURO, NOSSA PRATA
NOSSA MATAS
NOSSO ORGULHO LATINO AMERICANO
É O POVO NÃO MAIS SENHORES

A CAMINHADA VEM DESDE OUTRA ESTRADA
A ALCANÇAREMOS EM SONHOS

FOI OUTRO DIA SONHANDO COM UM CAMARADA
QUE AMAVA NOSSA PELE INDIA, NEGRA, MORENA
SIMON BOLÍVAR FOI UM NOME, VIERAM TANTOS OUTROS
UM COMANDANTE DE ESTRELAS E SONHOS DOS ARGENTEOS
PAMPAS GUEVARA SEGREDOU QUE ERA POSSÍVEL
ATÉ QUE UM DIA
NA MAIS INGREME NOITE
TODAS AS MÃOS UNIDAS TOCARAM NA BORDA DA LUA
REFLETIU-SE ESPELHO

NOSSOS ROSTOS ÍNDIOS LATINO AMERICANOS,
NOSSAS IMAGENS DE ALMAS SILENTES
ECOAM OS SONS , TÃO FORTES E DOCES
DAS FLORESTAS AS RUAS DE VILAREJOS E CIDADES
ONDE ESCONDIDOS DE NÓS MESMOS VIVÍAMOS
AGORA ALI REFLETIDO
UM NOME ALCANÇA NUVENS
E DESCE A MAIS CÁLIDA CHUVA
ESTAMOS TODOS ALÍ

CORTOU A NOITE MAIS DENSA
ECOA O DIA CHEGANDO
POR NÓS QUE SEGUIMOS A ROTA
DE ESTRADAS TÃO TORTUOSAS
EVO MORALES
CHEGAMOS, NA OUTRA MARGEM DO RIO.

Por Carmen Lúcia Fossari .Em 9 de Febrero de 2006

PUBLICADO NO BLOG WWW.CARMENFOSSARI-ARMAZEMDAPALAVRA.BLOGSPOT.COM



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sexta-feira, 3 de abril de 2009

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974

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REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974


Pareceria mais lógico ilustrar com cravos vermelhos, mas a rosa chegou aos olhos do coração com antecedencia e posto-a em lembrança a ROSA DE LUXEMBURGO e a todas as mulheres com sonhos socialistas, e a todos os homens que respiram o mesmo sonho. cf.


REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 DE ABRIL 1974

carmen l. fossari

SOMOS FLORES
SOMOS CRAVOS
SOMOS SANGUE DE NÃO MAIS
FOMOS ARMA
ARMADURAS
DITADURA
ATANDO AIS
MATANDO SONHOS
ABDUZINDO NA ALMA LUSA
O ORGULHO QUINHENTISTA
DOS DESBRAVIOS
AOS MARES TANTOS
HUMILHADOS HUMILHAMOS
E FINCAMOS SALAZARES
AO SEIO DA TERRA LIVRE
AOS DESCALÇOS PÉS DO CAMPO
PISAMOS DE BOTINAS
E PÓLVORA
POR MUITO TEMPO SENHORES,
POR MUITO TEMPO

" Quem vive?
- Portugal, Portugal, Portugal!
- Quem manda?
- Salazar, Salazar, Salazar! "


DEFENDEMOS O INDEFENSÁVEL
COM MEDO A CHAFURDAR
FORAM MÃES CHORANDO TANTO
SILENCIADOS FADOS OUTROS
NO CAMPO O ARADO
INSPIRAVA AS CERCAS DE FARPADO ARAME
QUE A VONTADE UNA SE IMPUNHA
BAIONETAS SEGURÁVAMOS AO ANTEPARO
DE SUA SEDE DE MANDO
MADATÁRIO
DONATÁRIO
OS RIOS ESCONDERAM
CHOROS, O PASSO RETIDO
O SORRISO QUE NÃO NASCEU
QUE O SOL PENSÁVAMOS DETER.
MAS A VONTADE UNA
DOS CAMPOS, CIDADES
E VILAS TEMPLÁRIAS
FORJOU NOSSAS ARMAS
NÃO MAIS!

CRAVOS
VERMELHOS CRAVOS PLANTAMOS
NAS PONTAS DAS BAIONETAS
A MULTIDÃO ACERCOU-NOS
A TERNURA BANHOU O TEJO
NAS RUAS CORRIA O VERMELHO
DE SANGUE NÃO MAIS
O DAS FLORES QUE O TEMPO ADVINDO
A LIBERDADE COLHEMOS
AOS 25 DIAS DO MÊS DE ABRIL
A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

QUE OPRESSÃO NÃO MAIS VESTIMOS
ALÉM DAS FARDAS IMPOSTAS
OS LIMIARES ARMADOS:
NUNCA AO POVO APONTAR!

EIS A LIÇÃO QUE APREENDEMOS
EM LIBERTAR NOSSOS MEDOS.

















este poema encontrei-o numa comunidde de poesias e lembrei que o havia postado tb em Armazém,quiz postar em TATUAGEM, pois o tema ainda que muito localizado é sempre atual, na etena luta pelas liberdades absolutas,
carmen





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quinta-feira, 26 de março de 2009

Ao meio dia, inteira.



Ilustração:PINTURA Semeador, de João Werner

Ao meio dia, inteira.
Carmen L. Fossari
O outono espiou sobre teu ombro esquerdo
E os sol já mais ameno
Tentou adentrar em raios na casa casca do caracol,
Dentre todos, o único que atingira estar
Ao topo do muro, entre o portão
E a parede alta
Aos outros, no muro aos musgos ressecados,
Trouxera o vendaval de chuva a umidade
E entre o lamaçal e a poça d´água a procissão de lesmas
Nem tão lerdas, nem tão certas
Caracoleando ao muro um mostruário
De incrustados estarem,nada mais vivaz
Que ali estarem ( antenas recolhidas).
Apenas ao topo no sol inesperado
Era de incomodo, a deixar a casa toda transparente
Do caracol ao cachecol em teu pescoço
Avisto ao ombro esquerdo o filete de sol
Ensolarado, meio zonzo sem saber onde adentrar
Se na casa sob o muro em caracol,
Se ao cachecol macio em seda que te envolve
Ao dilema do sol , sorrio eu
Pouso meu estar
não em muros
Se de pedras ou de ventos
Nem de caracóis em procissões

Nem ao filete do sol
Ensolarando este jardim
Que entre o muro e o jardim
Colhem meus olhos tu
Que do amor plantas
Os mistérios ,docemente
Como a portão aberto para a vida.

quarta-feira, 18 de março de 2009

UM POEMA ALEGRE



ILUSTRAÇÃO MATISSE - A MARGEM
UM POEMA ALEGRE
.

UM POEMA ALEGRE

carmenluciafossari

UM POEMA DE SOL
DE CIRANDA CANTADA
DE FLORES NO CAMPO
DE SONATA PRIMAVERL

DO MAR BORBULHANDO
ESPUMAS
LEVES ESPUMAS
QUE ME LEVAM E TRAZEM
AO LEITO DO RIO
E EU,RIO DA MAGIA
ABAIXO DA LINHA DO EQUADOR
SEM DORES CANTADAS
SEM O RIOS, TEMPESTADES
NA MARGEM DE ESTAR
ONDE DE PASSAGEM, PERMANECES
NA RUA QUE SEGUIMOS
OS MOMENTOS BREVES
E JÁ SOMOS DA TERNURA O ETERNO
E JÁ ESTOU OUTRA VEZ
A SEGURAR UM CORDÃO
PRÁ ENFEITAR MINHA FESTA
DE ESTRELAS E PONTAS DE LUZ
QUE NASCEM EM MEU CORAÇÃO.

terça-feira, 10 de março de 2009

Amnésia II


Ilustração de MATISSE

Amnésia II

carmenlucia fossari


Na memória trago partes
Oh partes repartidas
Que nunca em geografia
As unificarei
Nem bússolas
Que me levem mar adentro de minha alma
De procuras
Nem barcos repletos de fantasmas
Que duelam ao nevoeiro
Na imagem que se esvai

Oh partículas
Refratárias
Dos sonhos que não alcancei
E, assim sabendo
Adormeço de não ser
Do não ter
Do não saber

Só o instante me abraça
E nele minha fração
Em, sendo agora,
Beija a vida
Como um vento,
Uma chuva
Uma aurora boreal...

domingo, 8 de março de 2009



Ilustração BOTTICELLI

A Mulher
carmenfossari em 3 de março de MMVII

Ilha

A Mulher.


O mundo feminino
Abre-se de úteros
Como as flores em pétalas
Que amanhecem
Jardins, mundos, infâncias, flores

O ser mulher traz na história
Estórias das dores daquilo
Que um ser por qualidade de
Gênero criou do mundo
De nãos,e, que se revelaram
Femininos:

A fome
A dor
A pobreza
A miséria
A intolerância
A guerra

Mas que também se almeja
Na qualidade supra do gênero

A paz
A alegria
A fartura
A riqueza
A tolerância
A criação


E na ortografia de conjugações
Entre o ser feminino, mulher
Entre o ser masculino, homem

Possamos ao sermos
Mulheres
Um pouco mais de justiça
Um pouco mais de oportunidades
Um pouco mais de igualdade


E do muito que se possa desejar
Que os braços e os abraços
Denominação masculinas
Possam efetuados serem
Como as mulheres o exercem
Femininamente amorosos
E não se tocará mais neste assunto.
Apenas saberemos que
Da junção dos artigos
Teremos um mundo
Ao alcance dos afetos.
Ao menos é o que queremos
Ao menos o que é possível
Ao menos um dia
De reverenciar a Mulher.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Exílio II





Exílio II

Carmen L.Fossari

DENTRO DA NOITE PARTIU O ESPELHO
IMAGENS RASGADAS
AOS ESTILHAÇOS
VOARAM NA LUZ
QUE ENLEOU AS HORAS
AO NOVELO DA AURORA
QUE TECEMOS
ONTEM.
AO TEAR DAS AGUAS
EM TORMENTAS
ONDE SUBMERGIMOS
RODAM OS LIQUIDOS
CRISTAIS DO PRANTO
ESTANCADO AO SORRISO
PARA EMERGIR
DE STE EXÍLIO
ONDE SOU APENAS SOMBRAS
RECORTADAS EM MUITAS
DE PEDAÇOS QUE A IMAGEM
AQUEBRANTOU.
JUSTAPOR AOS FRAGEMENTOS
BÚSSOLA, EVOCO-A!
AO MAR QUE DE REGRESSO
EU ME ENCONTRE,
AO PÁIS ONDE
ME HABITO SEM FRONTEIRAS
NEM TEMPESTADES
APENAS A BORDAR
AS ESTRELAS DA NOITE
BELA QUE ANTECEDE
O AMANHECER.

terça-feira, 3 de março de 2009

EXILIO



EXÍLIO
Carmen L. Fossari

FUGI DE TODOS OS CAMINHOS
QUE FOSTES POUCO A POUCO
E NEM TÃO POUCO
COLOCANDO.


ARAMES FARPADOS E PEDRAS.
DE FORMA ACINTOSA,
EM QUE PAIS ENCONTRATES ESTES MATERIAS?
IGNORO.

A LINGUA AONDE O VERBO NÃO
SE TORNA IMPERIOSA
PENSEI DE IGUAL IGNORAR.

MAS SOMOS HUMANAMENTE
FRÁGEIS, E A MIMESE
NÃO É PRIVILÉGIO DOS CAMALEÕES,
E A OSMOSE, UMA TATUAGEM MUTANTE.

QUANDO PERCEBI ERA NOITE
E JÁ TARDA O AMANHECER
HÁ UMA PRAÇA AO SUL DO MUNDO
ONDE RUIRAM AS PEDRAS
DAS CATEDRAIS AONDE
BORDEI EM PALAVRAS MINHA MELHOR LAVRA

SE NÃO DE OURIVESARIA
DE FIOS NOBRES TECIDOS
AO TEAR DA LISURA
DE UM ESTAR NO MUNDO SEM
PUDOR,
INTEIRA
SEM AMARRAS

QUE NÃO OS NÓS QUE ME ALÇAM
AS VELAS
AONDE VELEJO AS HORAS
AO MAR DA VIDA, NAVEGANTE

VI ASSOMBRADA , NAS BÚSSOLAS
INDOMÁVEIS
NÃO CONHECER A QUEM DE TODO
IMAGINAVA

NÃO CRUCIFICAREI
NEM PERSONAGEM REFÉM
VOU INTERPRETAR
APENAS O FIO QUE TECI
EM PALAVRAS A LUA VERMELHA
DE UM DIA
VEJO AGORA EM PEDAÇOS
SOB MEUS PÉS AO
EMARANHADO.

TODOS OS NÓS
SÃO O CONTORNO TEU
DE ESTAR CEGO,
DESDEMONA É FICÇÃO
E NUNCA DELA INTERPRETARIA
MEU ESTAR
NA PRAÇA AO SUL DO MUNDO
ME EXILO
E FAÇO DELE NOVA MATÉRIA DE POESIA

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Vento e Flor, mestra a natureza

.


















Vento e Flor, mestra a natureza

carmen lúcia fossari


Amanheci quando fui ao descampado
Dançando com todos os ventos
recolhi fractais pedaços pulsantes
Que sou
Houvera inadvertidamente deixado á tormenta
Leguei eu as intenções
aos ventos dos ventos
e nunca cheguei mais do que aproximar.
Pensei , teria asas e fui
apenas os sábios pés
lembraram o traçado caminho
ao retorno,
captei como buques de flores
o perfume que volátil
ainda tocava a borda
do vento
ao tempo certo
de toda a incerta rota
que lancei-me
Aventurar ser e estar.
As flores seguem os ventos!
Até aonde suas raízes a estancam,
Olhei ao relance meus fractais
Teria que aprender com as flores
Ali ao campo das tulipas aquarelando
Os verdes,beirando vento devagar
Sem as flores o vento seria vazio.

Retornei da noite longa
Dos ventos agora beirando raízes
Colhendo das flores a visão
Mais que as cores , suas raízes.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

D.eusetu



D.eusetu


carmen l. fossari

Atrás da parede
Dois olhos
Diante do espelho
A máscara
´Perante os perenes
Donatários da parceria
Lava-se as mãos
Diante d.eu , adiante
O véu , não revela
E salva-se a salvaguarda
Depois da espontaneidade
Imolar e comedir
O ser livre d.outro
Acua
Na rua nua
Atuam as personagens
Que alguém crê.
Do alto da torre
Cerceando a liberdade
Enjaulando a naturalidade
Amotinando a alegria
Serpenteei as sombras
Forjadas , ferro e pétalas
Que me troxestes. Me trouxestes!


Ser feliz,é uma estação
Que vislumbro
Alumbro
Olhos correm ,
Abertas as cortinas
Varam o muro
entre tu e eu.
A paisagem de verdes
Resgata ,puro esgar
Entre o trem e o trilho
Minha alma ganha asas
E chama meu corpo
em chamas
crepitando , a vida
A vida que
balbucia serenamente
ser feliz.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

a lua






A lua

plena, redonda, branca,
prata, dourada pálida,
pendurou-se na noite ,
e a fez ser quase dia,
dia de prateada beleza,
noite de sonhos brandos ao branco clarão,
de dourado, brancos ,
pratas que se enleiam
como as asas do vento,
que noite de lua cheia,
faz o coração deleitar-se de belezas,
todas elas nascidas dentro de meu ser,
lunática vértebra do cosmo,
ou galho de [arvores, de frutos oníricos
Ai lua,gira o mundo
E a noite é dia
Só por que iluminas
O secreto caminho
Onde dormia meu coração
Por ti desperto
Por ele que há de ser
Um pescador de estrelas
e ternuras.