domingo, 20 de abril de 2008

AMOR





AMOR

carmen l. fossari
Abri todas as janelas
Da noite
As cortinas transparentes
Valsaram a brisa de
Todas as palavras com que
Segredo meu amor
Amor de tanto amar
Sangra o tempo que escorre
Escondido nas artérias
Fecho os olhos, na vã esperança
Que ele não nos espreite
Não nos encontre
E estejamos assim
Sem ontem ou amanhã
Simplesmente em amor
[De eu te amo, tu me amas]
E isto é tudo, sem nada mais
Que seja menos que
Eu, tu e amor
Que pulsam
Como sei os minutos
Como labaredas e tracejam
Todas as rotas
Permeamos os sonhos
Á Estrelar visão
Que vemos ao olhar
Mergulhos
E o corpo nosso
Soma,multiplicação

Maceramos na esculpida argila
Como fôramos das mãos de DA Vinci
Em mármore talhados
Mesmo sabedores que já não nos advoga
As imagens daquele vigor da tenra idade.

Rodamos
Rodamoinhos
Rodagigante
Rodapiáo
Rodaflores
Rodalua
Rodasol
Rodachuva
Rodamar
Rodaar
Rodamar
Habito agora no sem tempo
Laceada de tua presença
E tudo que se move e gira no universo
Avisto desde a janela desta noite
Onde o amor nos faz eternos.

dedico, aos tempos onde amar parece ter menos importância, a todos as pessoas que são capazes de tranquilamente amarem, e isto é tudo. cf.

imagem copiada O SERDOENTE BLOG.
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quarta-feira, 16 de abril de 2008

P'ALMA




P'ALMA

carmen l. fossari

SE SOUBESSE A PALMA DA MÃO
QUE AOS POETAS
ELA ACARICIA O VERSO
SEGURANDO OS TESOUROS DA NATUREZA
REVERBERANDO ALMAS
ELa TALVEZ MUDASSE SEU NOME
PARA HASTES DO CORAÇÃO

sábado, 12 de abril de 2008

ONDULAÇÕES




ONDULAÇÕES

carmen l. fossari


EM PROFUNDEZA
ONDULAM NAS ÁGUAS
O CALCÁRIO,
QUE SÃO TANTOS.
ESCULPE ONDULANTES
CONCHAS
ABRIGO DOS MOLUSCOS
DAS AGUAS FRIAS
DE CORRENTEZAS TANTAS,
OS HOMENS NA TERRA
TOMAM AS CONCHAS
PARA SEUS TETOS
TRITURAM AO CAL
ÀS INTEMPÉRIES PEDEM QUE SE RESGUARDE
AO SEGURO
DO MAR À TERRA PENSAM PROTEGER-SE
DA NATUREZA,
O HOMEM
TODOS OS HOMENS
PENSAM NÃO
SEREREM INCRUSTADOS
NA MESMA NATUREZA CIRCUNDANTE
TAL O MOLUSCO NA CONCHA
RECORTADA E BELA.
ENQUANTO AS ALGAS
MERGULHAM NAS AREIAS
E DANÇAM EMERGINDO
AS VENTANIAS
A LITANIA DA CHUVA
MACERA O DERRADEIRO SEGREDO:
SÓ AS CONCHAS
GUARDAM A MEMÓRIA DA POESIA