quarta-feira, 26 de março de 2008

SE



SE (II)

carmen l. fossari


Vi o lago , rebrilhando luas
E tentativas tuas
A borda das águas
Em unir os fragmentos
De tua imagem em estilhaços.

Na miragem de movimento
do ventos
Eras o contorno
Que quisera eu me emoldurasses
Do amor que se ama e nada mais
Fecharia o tempo na esquina do acaso
Abria em receber de ti
meu corpo teu

Só tua voz entoando
minotauros, trariam
novamente a tua imagem
E te veria a beira do lago
Traçado corpo talvez
O Pensador estátua, talvez Narciso
talvez Tu mesmo nú
Então diria ao meu ser
de tanto ver-te
verdes ramagens das aguas são as algas
e talvez não sois em querer
Narciso essencia do mito
Refratário que eu vi

Mas aqúatica criatura
de algas
de espumas
de tintas aquarelando
negativos,
e se aquático ser sois..
não o sereis do espelho o sujeito ...
apenas reflexo azulear
da marítma essência

visite o blog: www.carmenfossari-armazemdapalavra.blogspot.com



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2 comentários:

joão m. jacinto & poemas disse...

Sóis,
mares!... e poesia!...
São belas a história e as manhãs!
São fortes os rios que saltam as margens.
São de ontem as marés,
que se repentem,
mas uma hora mais tarde.

Parabéns, Carmen!

bj

carmen fossari disse...

belissima resposta, outro poema que vara ao amanhcer como o p´roprio dia a nascer. Parabéns Menino do Montijo e obrigada. bj
carmen